O site de aluguéis de casas Airbnb e as plataformas de serviços de transporte Lyft e Uber autorizaram seus usuários a negar serviços a supremacistas brancos que participassem da manifestação ‘Unite the right’ em Washington, nos EUA, ontem,12.
Lyft e Uber mandaram mensagens aos motoristas lembrando sobre normas de segurança das empresas e sobre o direito de expulsar passageiros em caso de sentirem-se ameaçados.
O porta-voz do Lyft Darcy Yee afirmou por meio de comunicado que “a segurança é primordial. Caso se sintam incomodados ou não forem respeitados por um passageiro, podem cancelar a viagem”.
Airbnb concedeu autorização para que anfitriões pudessem cancelar reservas já efetuadas. Segundo o G1, o porta-voz do site de aluguel Nick Papas afirmou que a empresa deve perseguir comportamentos opostos aos seus valores.
A associação de restaurantes da área metropolitana de Washington também emitiu informações sobre o direito dos estabelecimentos de não atender grupos supremacistas ou outras organizações políticas.
Manifestação
A manifestação ‘Unite the right’ ocorreu um ano depois de confrontos entre supremacistas brancos contrários à derrubada de uma estátua do general confederado Robert E. Lee e contra-manifestantes.
Durante os confrontos, 19 pessoas ficaram feridas e Heather Heyer, de 32 anos, morreu após um supremacista avançar o carro que dirigia na direção de um grupo contrário ao racismo.
O jornal estadunidense The New York Times informou que cerca de “20 membros da extrema-direita” marcharam até próximo à Casa Branca. O brasileiro Estadão afirmou que a marcha foi “fracasso”.
O grupo supremacista foi interrompido por milhares de manifestantes antirracismo.







