Bolsa mantém os 104 mil pontos, mas cai e fecha dia a 0,11%

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Dólar. Foto: Pixabay

Equipe Focus
focus@focuspoder.com.br

Numa terça-feira, 21, sem direção única em Nova York, o Ibovespa fez pausa na escalada que o trouxe do fundo do abismo de março para níveis mais próximos aos que prevaleciam antes da pandemia, sustentando os 104 mil pontos, sem reação significativa à proposta, amplamente antecipada pelo Governo, para a reforma tributária.

Assim, alguns segmentos com ganhos acumulados, como o de varejo (Magazine Luiza -3,10% na sessão), passaram por realização, enquanto o noticiário corporativo deu direção a papéis como os da Vale (-1,81%), em baixa após a divulgação, ontem à noite, de dados mistos sobre produção e vendas, que também colocaram em terreno negativo as ações de siderurgia (CSN -1,77%).

Ao final de uma sessão em que oscilou entre mínima de 103.732,33 e máxima de 105.449,23 pontos, o índice de referência da B3 apontava leve baixa de 0,11%, aos 104.309,74 pontos, saindo de 104.426,49 na abertura. O giro financeiro foi moderadamente elevado, a R$ 33 bilhões. Nestas duas primeiras sessões da semana, o Ibovespa avança 1,38%, com perdas no ano a 9,8%.

No mês, o Ibovespa sustenta até aqui ganho de 9,74%, acima dos acumulados em junho e maio (8,76% e 8,57%, respectivamente), e não muito distante da força observada em abril (10,25%), no que foi seu melhor resultado para o mês desde 2009 (15,55%).

Em dia de petróleo em alta e de divulgação de dados da ANP sobre a produção da estatal (em alta de 9,2% em junho), as ações da Petrobras contribuíram para dar equilíbrio ao Ibovespa na sessão, em alta de 2,77% na PN e de 2,09% na ON no encerramento do dia. O segmento de bancos, outro peso-pesado do índice, também teve desempenho positivo, com destaque para Santander (+2,81%) e Bradesco PN (+2,70%), um pouco abaixo do observado nesta tarde, quando o Ibovespa conseguia sustentar leve ganho.

Na ponta negativa do Ibovespa, Qualicorp fechou em baixa de 6,41%, no dia em que sócio-fundador da empresa, José Seripieri Jr, foi preso em operação que investiga o senador José Serra (PSDB-SP) por caixa 2 na campanha eleitoral de 2014 – a empresa de planos de saúde teria repassado de forma irregular R$ 5 milhões ao candidato.

Agência Estado

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