Governo Federal quer arrecadar R$ 1 bi com venda de 3.751 imóveis, sendo 94 no Ceará

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Equipe Focus
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O Governo Federal é, de longe, o maior proprietário de imóveis do País. Um mapeamento ainda não finalizado indica que são mais de 700 mil imóveis. Entre os que não podem ser vendidos, como praças e até praias, há milhares e milhares de terrenos, prédios, apartamentos, galpões, casas, salas comerciais e até fazendas em perímetros irrigados.
Com o espírito liberal reinante na equipe econômica, o plano do Governo Federal é óbvio: vender tudo. O projeto é, ao longo de quatro anos, arrecadar ousados R$ 30 bilhões de reais com o negócio. É dinheiro suficiente para fazer duas obras de transposição do São Francisco. Sem corrupção, haveria sobras.
Um levantamento feito pelo Patrimônio da União concluiu que, no momento, 3.751 propriedades possuem melhores condições de venda por estarem regularizados e bem documentados. A ideia é colocar esse grupo já à disposição do mercado. A expectativa da equipe econômica é levantar R$ 1 bilhão até o fim do ano com essa fatia.
Desse total, 94 imóveis são localizados no Ceará. Entre eles, um precioso terreno localizado perímetro irrigado Jaguaribe-Apodi, pertencente ao Departamento Nacional de Obras contra as Secas (DNOCS).
Na prática, trata-se de um projeto de desestatização imobiliária. Algo parecido com o que vai ser feito no Ceará pelo governador Camilo Santana (PT). A equipe econômica montou como estratégia de venda montar rodadas rodadas de eventos com investidores e oferecimento de pacotes de ativos para fundos imobiliários.
Segundo reportagem do O Globo, o imóvel mais caro da carteira apresentada é um terreno avaliado em R$ 850 milhões. O mais barato, uma sala comercial de R$ 20 mil. “Para testar o apetite do mercado, o Governo começou a colocar na rua alguns editais. Está prevista, por exemplo, a venda de nove apartamentos em Brasília”, diz a reportagem.
 

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