
Equipe Focus
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Os conselhos de administração de Iguatemi e de sua controladora, a Jereissati Participações, estão encaminhando aos acionistas minoritários uma proposta de reorganização societária, transformando as duas companhias em uma só.
Em fato relevante divulgado nesta segunda-feira, 7, a Iguatemi diz que o objetivo é ampliar a liquidez dos papéis negociados na Bolsa e, principalmente, abrir caminho para uma futura emissão de ações e captação de novos recursos junto a investidores. O grupo aposta no crescimento por meio da aquisição de concorrentes. A informação é da Agência Estado.
A reorganização busca garantir a permanência do controle nas mãos da família Jereissati mesmo que ela não participe dos futuros aportes de capital na mesma proporção de outros investidores.
A proposta, que será submetida à assembleia de acionistas, prevê que a Iguatemi Empresa de Shoppings (negociada na B3 com o código IGTA3) seja incorporada pela Jereissati Participações (JPSA3) e se torne uma subsidiária integral. Em troca, os atuais acionistas da empresa de shoppings receberão um prêmio de 10% sobre a cotação média das suas ações nos 30 dias anteriores, segundo o comunicado ao mercado.
Caso a proposta seja aprovada, a nova empresa passará a se chamar Iguatemi S.A. e terá papéis negociados na forma de certificados de depósito de valores mobiliários (units). Cada unit será composta por uma ação ordinária (ON) e duas preferenciais (PN). Hoje, a Iguatemi têm apenas papéis ON.
Sucessão
A companhia também anunciou que o conselho de administração aprovou início do processo de sucessão do atual presidente-executivo, Carlos Jereissati. Para o seu lugar, o nome da atual vice-presidente financeira, Cristina Betts, foi indicado para ocupar a função a partir de 1 de janeiro de 2022. Betts também será presidente da Iguatemi SA, caso a reorganização seja concluída.
“As administrações das companhias acreditam que essa nova estrutura, concentrada na Iguatemi SA, acarretará na redução significativa das atuais despesas gerais e administrativas, em função da redução da duplicidade de órgãos deliberativos, além de proporcionar a realização de créditos e outros benefícios fiscais”, afirmaram as empresas no comunicado ao mercado.







