Não bastasse a greve, empresas ainda terão de arcar com alta das taxas municipais

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Por Nathália Bernardo
nathalia@focuspoder.com.br
Não bastasse o prejuízo com a greve dos caminhoneiros, que levou a quedas de até 60% nas vendas do comércio local, as empresas de Fortaleza ainda terão de arcar com aumentos que ultrapassam 3.000% nas taxas municipais. Em 30 de junho vencem os alvarás de funcionamento emitidos há mais de um ano.
O comércio aguarda posicionamento do prefeito Roberto Cláudio até a noite desta quarta-feira. Se não houver recuo na lei que alterou as taxas, “infelizmente adotaremos providências legais”. Em reunião nesta quarta-feira, 30, a Associação dos Meios de Hospedagem e Turismo do Ceará se reuniu com o secretário Elpídio Nogueira (Desenvolvimento Social). Conforme o advogado Rodrigo Nóbrega, que participou do encontro, a entidade deve judicializar o caso se não houver negociação com o prefeito até a próxima semana.
O Sindicato dos Médicos já entrou com Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra as mudanças na lei. Já a Associação de Bares e Restaurantes (Abrasel-CE) orientou seus associados a ingressarem com ações individualmente.  
Conforme publicado em primeira mão pelo Focus.jor, Prefeitura e construtoras chegaram a uma proposta consensual, que prevê prorrogação da validade dos alvarás de construção. O prefeito Roberto Cláudio também se disse “sensível” aos demais setores. 

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