Primeiro trimestre de 2021 tem o maior número de fusões e aquisições em 20 anos, diz KPMG

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Foto: Freepik.

Equipe Focus
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De janeiro a março de 2021 foram registradas 375 fusões e aquisições, sendo a maioria delas, 244, entre empresas brasileiras, aponta um levantamento feito pela KPMG, especializada em consultoria e auditoria empresarial. O número do primeiro trimestre foi o maior em 20 anos. Empresas de internet e telecomunicações lideram o ranking, somando 77 operações nos três primeiros meses deste ano.

“Os brasileiros fazendo aquisições no Brasil tem sido o motor das transações este ano. Além disso, está acontecendo um movimento de retomada da presença de estrangeiros no país que tinha sido perdida no ano passado quando a pandemia teve início, o que gerou um contexto de crise e que todas as empresas estavam focadas na sobrevivência e no mercado principal de atuação”, diz Luis Motta sócio da KPMG e coordenador da pesquisa.

“Com isso, alguns planos de internacionalização destas empresas foram colocados de lado até que se tivesse um cenário mais previsível. Com expectativa de vacina, as empresas se adaptaram a uma nova realidade e voltaram com os planos de negócios”, finaliza Motta.

Internet e telecomunicações
O setor de companhias de internet foi o que mais registrou transações no primeiro trimestre deste ano, fechando o período com 77 operações concretizadas. Em seguida, tecnologia da informação com 48, seguido por educação, instituições financeiras e imobiliário, sendo cada um com 11. Depois, aparecem telecomunicação e mídia com 10, companhias de serviço com 9, varejo com 8 e companhias de energia com 7.

“Se somarmos as transações realizadas pelas companhias de internet e tecnologia da informação, o total é de 125 negócios fechados, o que representa quase metade do total das operações domésticas”, diz Motta. “É a primeira vez que isso ocorre na pesquisa, o que indica que o panorama das transações modificou”.

Segundo o coordenador do estudo, com a pandemia, muitas empresas decidiram investir em transformação digital, que passou a fazer parte da agenda estratégica, criando um modelo de negócio voltado para tecnologia. “E com isso, a representatividade das empresas desses setores passou a ganhar mais relevância no número de transação”, diz o sócio.

Os dados constam na pesquisa da KPMG realizada, trimestralmente, com empresas de 43 setores da economia brasileira.

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