Especialista em LGPD e representante do Senado no Conselho Nacional é convidado do webinar

COMPARTILHE A NOTÍCIA

Fabrício da Mota Alves, Advogado e professor, sócio do escritório Garcia de Souza Advogados e coordenador da área de Proteção de Dados, Tecnologia e Inovação. É o Representante do Senado Federal no Conselho Nacional de Proteção de Dados Pessoais e da Privacidade, órgão que compõe a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD); Professional Data Protection Officer (ECPC-B) certificado pelo European Centre on Privacy and Cybersecurity da Universidade de Maastricht, Holanda; Non Key Expert for Brazil da Comissão Europeia (IDC Project Enhancing Data Protection and Privacy Convergence); Membro da Comissão Especial de Proteção de Dados do Conselho Federal da OAB; coautor dos livros “Comentários ao GDPR”, “LGPD Comentada” e “Data Protection Officer: Encarregado” (Editora Revista dos Tribunais)

Frederico Cortez
cortez@focuspoder.com.br

O webinar LGPD e governança de dados no Brasil traz como convidado Fabrício da Mota Alves, advogado, professor, especialista em proteção de dados e representante do Senado Federal no Conselho Nacional de Proteção de Dados Pessoais e da Privacidade (CNPDPP), órgão que compõe a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), com vasta atuação no Brasil e na Europa.

O evento virtual está sendo promovido pelo Instituto Cearense de Proteção de Dados- ICPD Protec Data, que será transmitido nesta segunda,20, às 14h pela sua plataforma digital no facebook do instituto. (AQUI)

Na ocasião, além do advogado Fabrício, estarão presentes também o deputado federal Eduardo Bismarck, relator do PL 5762/2019 sobre o adiamento da LGPD, e Fernando Santiago, advogado, doutor e mestre em Direito Público Econômico pela Universidade de Paris e indicado pela Câmara dos Deputados para compor o CNPDP. Atualmente, os três participantes do webinar são os principais personagens do mundo da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) do País.

Com ampla experiência no Brasil e na Europa, o expert concedeu entrevista exclusiva ao Focus.jor, onde abordou a questão da importância da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) para a economia, a situação do Brasil em relação aos demais países da América Latina e as consequências para um possível novo adiamento da implantação da LGPD em sua totalidade. Veja.

Focus.jor- A questão da dimensão continental do País e a cultura de comércio eletrônico ser recente foram alguns dos fatores determinantes para esse ranking de LGPD?

Fabrício da Mota Alves– Acredito que não. O País, que tem essas características, já é um dos maiores mercados consumidores de produtos e serviços online do mundo. Acredito que a proteção de dados no Brasil não amadureceu antes por uma falta de política pública nesse sentido. O tema sempre esteve muito afeto a nichos acadêmicos de pesquisa e estudo. E somente agora, com a condução do assunto pelo governo, expandiu-se de vez.

Focus.jor- A visão atual do empresariado nacional de que a implantação da LGPD é um custo e não um investimento para o seu empreendimento, se mostra um dos grandes desafios para os legisladores e profissionais do habitat da Lei Geral de Proteção de Dados?

Fabrício da Mota Alves– Sem dúvida. Não se pode culpar o empresariado brasileiro, acostumado a imposições desproporcionais e, muitas vezes, irracionais do Estado. Várias são as más experiências nesse sentido, sendo a mais lembrada pelo próprio setor a da implantação do e-social. O processo de aceitação é lento, mas eficaz e isso se deu em outros países: a “sanitização” informacional que a proteção de dados pessoais promove acaba sendo reconhecida como um processo positivo e recompensador.

Focus.jor- O que atribui a grande maioria dos empresários, seja de pequeno, médio ou até mesmo grande porte, ainda ter ainda iniciado a sua implantação da LGPD no seu negócio? O Brasil se mostra “indiferente” à importância de uma lei de proteção de dados pessoais e da privacidade? 

Fabrício da Mota Alves– Nesse caso, penso que o desafio continental tenha peso. De novo, a questão passa pela adoção, da parte do Estado brasileiro, de polícias públicas aderentes e promotoras da proteção de dados pessoais. Em todos os níveis: do Federal ao Municipal.

Focus.jor- Um possível novo adiamento da vigência da LGPD em toda sua completude pode trazer um impacto econômico negativo para o País, tanto do ponto de vista do mercado interno, como do externo também?

Fabrício da Mota Alves– Sim, o adiamento é um mau sinal. Sobretudo para outras nações que têm a proteção de dados pessoais como um fator-chave para viabilização de negócios. Nesse aspecto, perde o Brasil. Por outro lado, ante a falta de planejamento generalizada para lidar com a crise pandêmica, tanto do poder público como de parte expressiva do setor privado, não se pode culpar esses segmentos por suspender qualquer projeto de aceitação eventualmente em curso: a dificuldade agora é de sobreviver primeiro, inclusive quanto aos negócios, e depois buscar organizar-se. Nem mesmo obrigações primárias como a tributária estão sendo tão fervorosamente cobradas pelo Estado. O momento exige tolerância, e não radicalismo intransigente.

O webinar do ICPD-Protect Data é dirigido para empresários, gestores públicos, entidades associativas e entusiastas da LGPD. O evento conta com o apoio do portal Focus.jor e das seguintes empresas: Grupo BSPAR, Unifametro, rede de hotéis Carmel, Comunicação Pública, clínica Trajano Almeida, Laboratório Roberto Picanço, Mafor marmoraria, N Medical materiais cirúrgicos. Também constam como fomentadores do evento digital, os escritórios Chenut Santiago Oliveira Advogados, Cortez&Gonçalves Advogados Associados, Garcia de Souza Advogados e Leandro Vasques & Vasques Advogados Associados.

A mediação do evento será realizada pelos advogados e co-fundadores do ICPD- Protect Data, Eugênio Vasques e Frederico Cortez.

Leia Mais
+ Instituto Cearense promove webinar sobre LGPD e governança de dados, nesta segunda (20)
+ A LGPD brasileira na pós-pandemia da Covid-19, por Frederico Cortez
+ LGPD e a segurança jurídica, por Eugênio Vasques
+ A responsabilidade civil e governança de dados na LGPD, por Frederico Cortez
+ A Declaração de Direitos de Liberdade Econômica e LGPD, por Eugênio Vasques
+ As empresas brasileiras estão prontas para a LGPD? Por Frederico Cortez
+ O compartilhamento de dados e a nova realidade brasileira, por Eugênio Vasques
+ O crime de dados no século XXI, por Frederico Cortez
+ ICPD- Protect Data alerta sobre a importância da Lei Geral de Proteção de Dados

COMPARTILHE A NOTÍCIA

PUBLICIDADE

Confira Também

A reorganização da direita e o estreito caminho até o centro

Luiz Pontes e o método do poder silencioso

Sombra ou fantasma: o que Cid Gomes realmente diz sobre Camilo deixar o MEC

Pesquisa Atlas: Lula não dispara, mas governa o tabuleiro; Veja os números

Como antecipado no Focus, Camilo sinaliza saída do MEC para liderar campanha contra Ciro; O que isso importa?

Deu no New York Times: A blindagem silenciosa das vacinas na velhice

Ibovespa rompe 166 mil e mercado compra a tese de virada política no Brasil

Ao lado de deputados evangélicos, Ciro assume candidatura ao Governo: “Vou cumprir minha obrigação”

Em dez pontos, Guimarães expõe o mapa de riscos do lulismo em ano pré-eleitoral

Brasília e Ceará entram em ebulição com articulação para Camilo na Justiça; Saiba causas e efeitos

Compromisso zero: a fala de Ivo que tensiona a base de Elmano

Governo puxa de volta 30% do Banco do Nordeste: ajuste técnico ou sinal de mudança maior?

MAIS LIDAS DO DIA

MPCE cobra protocolos de emergência em academias de Fortaleza

Aeroporto de Juazeiro do Norte supera meio milhão de passageiros em 2025

Exportações brasileiras de serviços atingem US$ 51,8 bilhões em 2025

Salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago nesta segunda-feira (02)

Justiça condena Pablo Marçal a indenizar Guilherme Boulos por fake news nas eleições de 2024

Romeu reabre trabalhos da Alece com “foco em interesse coletivo” e Elmano em defesa das “entregas” do Governo

MPCE cobra acessibilidade em obras e prédios públicos de Fortaleza

Pix fecha o cerco: dinheiro de golpes não “some” mais tão fácil

UFC recebe Selo Parceiro da Justiça 2025 pelo enfrentamento à violência contra a mulher