Por Fábio Campos
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Ao defender a instalação da CPI para investigar a conduta do presidente Jair Bolsonaro em relação à pandemia do coronavírus, o senador Tasso Jereissati (PSDB) declarou que “estamos vivendo o pior e mais dramático momento de nossa História”.
O tucano comparou a quantidade de mortes por Covid no Brasil à quedas diárias de “cinco ou seis” aviões de passageiros lotados. “Sabemos que amanhã vão cair mais cinco boeings. Depois de amanhã, mais cinco boeings”, disse se referindo a um conhecido avião de carreira.
“Todos os indicativos mostram que o mês de março será o pior do que foi até agora. Significa um caos”, aponta Tasso. Para o senador, um dos motivos, “mas não o único”, para configurar essa dramática situação é “a completa falta de liderança da Presidência, do Governo Federal em relação a pandemia”.
O senador vai além: “Agora, pior do que tudo, [com Bolsonaro] boicotando o trabalho. Deixou de não fazer e passou a fazer contra, boicotando o trabalho dos governadores, dos secretários de saúde e dos trabalhadores de frente de saúde”.
A indignação do senador se relaciona claramente com o formato da recente visita de Bolsonaro ao Ceará. “O presidente da República chegar aqui no Ceará, conclamar o povo para ir para a rua e dizer que a máscara não vale nada… se nós não dermos um freio a essa irresponsabilidade ninguém vai dar. Hoje, este Senado, este Congresso são os únicos contrapontos. A CPI é uma maneira de nós mostrarmos que quem está sendo irresponsável terá um julgamento. O senado tem essa responsabilidade histórica”.
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