Vacinados contra a gripe estão “parcialmente” protegidos dos sintomas graves da COVID, sugere estudo

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Vacina. Foto: Prefeitura de Fortaleza

Equipe Focus
focus@focuspoder.com.br

Um estudo apresentado no European Congress of Clinical Microbiology & Infectious Diseases (ECCMID) sugere que pessoas vacinas contra a gripe (vírus Influenza), estão “parcialmente” protegidas dos sintomas da COVID-19. Nesse sentido, as pessoas teriam menos riscos de buscar ajuda médica emergencial.

A pesquisa foi conduzida por pesquisadores da University of Miami Miller School of Medicine, dos EUA.

A análise envolveu quase 75 mil pacientes com COVID em todo o mundo e sugere “fortes evidências” que a imunização anual da gripe reduz, por exemplo, o risco de AVC, trombose venosa profunda e sepse em pacientes com coronavírus.

Esta descoberta é particularmente significativa porque a pandemia está esgotando os recursos em muitas partes do mundo”, disse Devinder Singh, declarou o professor da Escola de Medicina de Miami e autor sênior do estudo.

“Nossa pesquisa, se validada, por estudos clínicos randomizados prospectivos, tem potencial de reduzir a carga mundial de doenças”, pontual Singh.

Para o estudo, os cientistas examinaram registros eletrônicos de saúde mantidos no banco de dados de pesquisa TriNetX, que engloba mais de 70 milhões de pacientes no mundo.

Dois grupos de 37.377 pacientes foram selecionados. Eles foram pareados em fatores de risco, envolvendo idade, sexo, tabagismo e problemas de saúde como diabetes, obesidade, entre outros.

O primeiro grupo recebeu a vacina da gripe no período entre duas semanas e seis meses antes de serem diagnosticados com COVID.

Já os do segundo grupo também tinha COVID, mas não haviam sido vacinados contra o vírus Influenza.

O estudo foi conduzido em pacientes dos EUA, Reino Unido, Alemanha, Itália, Singapura e Israel.

Na análise, pacientes que não haviam tomado a vacina contra a gripe tinham até 20% mais de chances de darem entrada na UTI.

A probabilidade de visitarem a emergência foi de 58%, enquanto 58% tinham mais chances de terem derrame e até 40% de trombose venosa profunda.

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