
Por Fábio Campos
fabiocampos@focuspoder.com.br
Não é nada usual a forma como o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, um velho conhecido das lambanças políticas nacionais, escolheu para pedir que o comando do Banco do Nordeste seja submetido à guilhotina. Veja aqui.
Atentem: em vídeo gravado com objetivo específico, Costa Neto dirige-se a membros de seu PL, deputados federais e senadores para relatar ter sido surpreendido na noite da última sexta-feira com uma mensagem de WhatsApp na qual o presidente Jair Bolsonaro o indaga a respeito de um contrato de R$ 600 milhões do BNB com uma ONG.
Na fala, Costa Neto disse ter respondido a Bolsonaro que duvidava da informação, mas, na sequência, afirma que confirmou o fato com o próprio presidente do Banco, Romildo Rolim.
É tudo muito inusitado. É o reflexo de uma gestão. Ou da falta dela. Para ficar só em um ponto, é o fim da picada um presidente da República que passa mensagem de zap para o dirigente de um partido indagando-o a respeito de operações cotidianas de uma instituição financeira federal.
De toda forma, a situação sugere que há um grande embate nos bastidores da política em torno da direção do BNB. Sugere também um presidente da República fraco, que governa com fofocas de redes sociais.
Enquanto isso, Romildo Rolim se mantém no cargo. Parece balançar, mas não cai.
Atualização às 20:49 – Pouco tempo após a publicação do texto acima, saiu a informação acerca de mudanças na direção do BNB. Se for oficialmente confirmada, Rolim balançou e caiu.
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