TRT Ceará implementa seu primeiro robô para automatizar processos judiciais

COMPARTILHE A NOTÍCIA

O Tribunal Regional do Trabalho do Ceará (TRT-CE) deu um passo rumo à inovação com a implementação do primeiro robô do Projeto Solária. Batizado como RJ2, a nova ferramenta tem como principal função automatizar a publicação de acórdãos no sistema PJe (Processo Judicial Eletrônico), bem como as respectivas intimações dos acórdãos no Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho e a movimentação dos processos no fluxo do PJe.

Segundo o secretário-geral judiciário do TRT-CE, Ednevaldo Medeiros Pereira, esta medida visa não apenas aumentar a eficiência dos processos, mas também garantir uma maior celeridade e qualidade nas decisões judiciais de Segundo Grau. “A ferramenta busca automatizar tarefas repetitivas e onerosas, liberando recursos humanos para atividades de maior valor à prestação jurisdicional, beneficiando não apenas os profissionais envolvidos, mas também todos os usuários do sistema judiciário trabalhista”, explica o servidor.

Na primeira execução do robô RJ2 em um de seus órgãos colegiados, de 189 acórdãos pendentes de publicação, 171 atendiam aos critérios mínimos e foram publicados automaticamente pela ferramenta, alcançando um percentual de 90%. “O impacto nos órgãos colegiados e para a sociedade com essa única automação será enorme. Nesta linha, o Tribunal já está iniciando a implantação dos outros robôs do Projeto Solária”, esclarece o secretário.

A incorporação da ferramenta tem sido conduzida pela Secretaria-Geral Judiciária em colaboração com a Setic (Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação). Em março, ocorreu uma capacitação sob a orientação do servidor Antonio Germano Rabelo Cunha. A formação, voltada para servidores das turmas de julgamento do TRT-CE, ensinou como executar e analisar os procedimentos para publicações dos acórdãos de forma automatizada com o auxílio do RJ2.

De acordo com Ednevaldo, a implementação do Projeto Solária não só representa um avanço significativo na modernização do sistema judiciário, mas também reflete o compromisso contínuo do TRT-CE com a inovação e a eficiência. “Com essa iniciativa, a Justiça do Trabalho Cearense está preparada para enfrentar os desafios do futuro, garantindo uma prestação jurisdicional ágil, transparente e de qualidade para todos os cidadãos”, conclui o gestor.

Projeto Solária

O Projeto Solária, nomeado em homenagem à obra “O Sol Desvelado”, de Isaac Asimov, renomado autor de ficção científica, busca trazer para a realidade a visão de um futuro onde a tecnologia serve para simplificar processos complexos. Na obra, o planeta Solária é destinado a construir robôs para servir aos humanos em suas mais diversas necessidades. Idealizado pelo Tribunal Regional do Trabalho do Paraná (TRT-PR), o Projeto Solária foi selecionado pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) como uma das startups da Justiça do Trabalho, com a liberação da solução nacionalmente para os demais Tribunais Trabalhistas.

*Com informação TRT Ceará

COMPARTILHE A NOTÍCIA

PUBLICIDADE

Confira Também

A chapa dos sonhos do governismo no Ceará

Jogando na defesa e no ataque, Romeu Aldigueri se torna referência no enfrentamento com a oposição

Ceará como um dos elos da nova cadeia automotiva mundial e a bad trip da nossa política

O silêncio de Cid Gomes não é dúvida. É método.

Carta a Trump: Mais um grave erro político de Flávio Bolsonaro

Camilo e Luizianne reabrem canal político após anos de distanciamento

A aposta do Ibmec no capital humano cearense

Fortaleza domina Enem 2025: capital ocupa as 3 primeiras posições do BR e tem 4 escolas entre as 10 melhores

Ibmec chega a Fortaleza e firma Ceará como polo nacional de educação, inovação e negócios

Pesquisa Atlasintel Piauí 2026: eleição praticamente resolvida a favor do PT

Pesquisa Focus Poder/Atlasintel explica decisão de Ciro e PSDB de manter distância de Flávio

PSD dos “Domingos” leva Comissão de Orçamento do Congresso e reforça musculatura para a vice no Ceará

MAIS LIDAS DO DIA

Em nome do pai e do filho. Amém!

O pênalti de Vini Jr. e o conflito de interesses das bets. Por Frederico Cortez