🌊 Ceará fora do jogo: setor da Bacia Potiguar não atrai propostas no leilão da ANP

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O leilão de blocos da Bacia Potiguar, que inclui áreas marítimas no litoral do Ceará e do Rio Grande do Norte, terminou sem nenhum interessado. O setor SPOT-AP1, na chamada Margem Equatorial, ofertava 16 blocos, mas não recebeu propostas.

A expectativa era alta: a ANP estimava R$ 4,6 bilhões em investimentos e bônus de assinatura de quase R$ 60 milhões. Tudo ficou no papel.

⚠️ O que aconteceu
• Nenhuma empresa apresentou proposta pelos blocos marítimos da Bacia Potiguar, incluindo os do Ceará.
• O setor é considerado tecnicamente promissor, mas enfrenta questionamentos ambientais, alta percepção de risco operacional e incertezas regulatórias.
• A ausência de propostas também se repetiu em setores da Foz do Amazonas, Santos, Pelotas e no setor terrestre da Bacia do Parecis.

🧭 Impacto para o Ceará
• O resultado freia, ao menos por ora, a entrada do Ceará na rota da exploração de petróleo offshore.
• Frustração para o plano de ampliar a matriz energética e atrair investimentos pesados no setor de óleo e gás no Estado.
• A ausência reflete um alerta: o debate ambiental, os riscos operacionais e os desafios logísticos pesaram mais que as promessas de bilhões.

🔍 Contexto maior
• Este era o 5º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão (OPC), principal modelo de licitação da ANP.
• Dos blocos na Bacia Potiguar, apenas um era em águas rasas e os demais em águas profundas, exigindo alto investimento e tecnologia.
• O ciclo previa contratos de 7 anos para exploração e 27 anos para produção.

🏗️ E agora?

O Ceará segue com potencial no mapa energético, mas o recado do mercado foi claro: faltam segurança jurídica, respostas ambientais e, talvez, melhores condições econômicas para atrair players globais.

 

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