Governo revisa decreto da educação especial após pressão no Congresso

COMPARTILHE A NOTÍCIA


O fato:
O governo federal publicou, nesta terça-feira (9), um novo texto que altera pontos do decreto que instituiu a Política e a Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva. A mudança ocorre após intensa pressão de parlamentares da direita, que criticavam a obrigatoriedade de matricular todos os estudantes com deficiência em classes regulares.

Contexto: Em outubro, deputados e senadores apresentaram dezenas de Projetos de Decreto Legislativo (PDLs) para derrubar o decreto original, sob o argumento de que ele restringia a escolha das famílias que preferem instituições especializadas. Relatórios contrários ao modelo haviam sido elaborados no Congresso e citavam políticas anteriores que incentivavam escolas e classes específicas para pessoas com deficiência, modelo implementado em 2020 e suspenso pelo STF no mesmo ano, por fragilizar o princípio da inclusão.

O que mudou: O novo texto flexibiliza pontos centrais da política. O objetivo, antes voltado a “universalizar a matrícula” em classes comuns, agora passa a “garantir a educação básica” para alunos da educação especial, com adaptações individuais. Também foi revisado o trecho que colocava como atribuição garantir sistemas inclusivos capazes de manter todos os estudantes em escolas regulares. Agora, reforça-se que eles “têm o direito” de estar incluídos, sem a obrigatoriedade explícita.

Impacto: Especialistas avaliam que a mudança abre margem para que redes estaduais e municipais deixem de priorizar investimentos na adaptação das escolas comuns e ampliem parcerias com instituições especializadas, como as Apaes. Alguns estados já têm índices elevados de estudantes com deficiência fora das salas regulares, caso do Paraná, onde 31,9% dessa população está em escolas especializadas, quatro vezes a média nacional (7,4%), segundo o Censo Escolar 2024.

COMPARTILHE A NOTÍCIA

PUBLICIDADE

Confira Também

MP dos datacenters caduca e ameaça planos no Ceará, incluindo planos do projeto de R$ 200 bi no Pecém

Camilo, a missão, o ruído e o desconforto de Elmano

TikTok e Omnia contestam laudo do MPF sobre Datacenter de R$ 200 no Pecém

Do jeito que vai, eleição presidencial vai ser decidida pelo eleitor “nem-nem”

A política de segurança, a lógica do crime e os gigolôs da violência

PPP do Esgoto no Ceará: R$ 7 bilhões para universalizar saneamento em 127 cidades

Genial/Quaest: Lula segue com desaprovação maior que aprovação e perde fôlego entre independentes

Lula lidera, mas Flávio encosta e vira principal rival, aponta Genial/Quaest; Polarização se mantém

Jogo aberto: PT acena ao centrão em movimento que mira a disputa do Ceará

Sánchez e a coragem de dizer o impopular; Veja instigante artigo do líder espanhol em defesa moral e econômica dos imigrantes

Cearense Pedro Albuquerque assume como CFO do Grupo Pão de Açucar

Pesquisa para o Senado: Wagner lidera em cenários movediços; Veja as simulações

MAIS LIDAS DO DIA

Paraná Pesquisas: Capitão Wagner e Roberto Cláudio lideram disputa ao Senado no Ceará

Irã descarta acordo com Trump e critica ofensiva dos EUA e Israel

Paraná Pesquisas: Ciro lidera no 1º turno e venceria Elmano no 2º no Ceará

Derrubar Irã busca deter China e projetar Israel, dizem analistas

Do globalismo à fragmentação: o novo tabuleiro internacional e o dilema estratégico do Brasil. Por Aldairton Carvalho

STJ suspende prisão civil de devedor após redução liminar da pensão

TST afasta vínculo empregatício entre mulher de pastor e igreja evangélica

Governo Federal determina que 85% da merenda com alimentos naturais e proíbe ultraprocessados nas escolas