
O fato: As exportações brasileiras de serviços somaram US$ 51,83 bilhões em 2025, maior valor já registrado pelo país. Do total, cerca de 65% tiveram origem em serviços digitais, indicando a consolidação do setor como vetor relevante do comércio exterior.
O crescimento dos serviços digitais reflete a ampliação da inserção internacional de atividades como tecnologia da informação, serviços profissionais, plataformas digitais e soluções baseadas em conhecimento. Os números têm como referência dados do Banco Central e passam a integrar o conjunto de estatísticas oficiais do comércio exterior brasileiro, ampliando o nível de detalhamento sobre o setor.
Relevância econômica: Segundo o governo federal, os serviços representam uma fronteira estratégica do comércio exterior. Estimativas indicam que cerca de 40% do valor agregado das exportações de produtos manufaturados brasileiros corresponde a serviços incorporados aos bens exportados.
Déficit persistente: Apesar do recorde nas exportações, o Brasil mantém déficit estrutural no comércio de serviços. Em 2025, as importações do setor somaram US$ 104,77 bilhões, resultando em saldo negativo de US$ 52,94 bilhões.
O déficit em serviços, somado às remessas de lucros para o exterior, levou as contas externas brasileiras a um saldo negativo de US$ 68,791 bilhões no ano passado.
Compensação comercial: O rombo externo foi parcialmente neutralizado pelo superávit de US$ 68,293 bilhões da balança comercial, evitando maior pressão sobre o câmbio e as reservas internacionais.
Na prática, déficits elevados nas contas externas ampliam a dependência de investimentos estrangeiros para o equilíbrio do balanço de pagamentos. O avanço das exportações de serviços é visto como um dos principais instrumentos para reduzir, no médio e longo prazo, a dependência de capitais externos e fortalecer a posição do Brasil no comércio global.






