
O fato: O Ceará fechou 2025 com saldo positivo de 49 mil empregos formais, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), analisados pelo Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), do Banco do Nordeste (BNB). O resultado corresponde à diferença entre admissões e desligamentos registrados ao longo do ano.
Apesar do saldo positivo, o número representa uma queda de 11% em relação a 2024. Ainda assim, o Estado manteve trajetória de geração de vagas mesmo em um cenário nacional de desaceleração.
Setores que puxaram o crescimento: O setor de Serviços liderou a criação de empregos no Ceará, com 22.255 novas vagas, impulsionado por atividades como saúde, informação, comunicação e serviços administrativos.
Na sequência aparecem Comércio, com 9.509 postos, e Construção, com 9.486 vagas. Juntos, os três segmentos concentraram a maior parte do saldo positivo no Estado.
Cenário regional e nacional: No Nordeste, foram criados 347.940 novos postos de trabalho em 2025, crescimento de 6,3% frente a 2024. Já o Brasil registrou 1,27 milhão de novas vagas, o que representa uma queda de 23,7% na comparação anual.
Os dados indicam que, embora o Ceará tenha apresentado leve recuo no saldo, o mercado formal de trabalho permaneceu aquecido e alinhado ao desempenho resiliente da região.
Para a pesquisadora do Etene, Hellen Cristina, mesmo diante da desaceleração nacional, o Nordeste e, consequentemente, o Ceará conseguiu sustentar um ritmo consistente de geração de empregos ao longo de 2025.






