
Declaração: O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que a Petrobras tomou a decisão correta ao demitir o diretor de Logística, Comercialização e Mercados, Claudio Schlosser, após críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo o ministro, a estatal teria reagido à insatisfação do presidente com um leilão de gás de cozinha que registrou ágio de até 117%.
Demissão: A saída de Schlosser foi anunciada na segunda-feira (6), poucos dias depois de Lula criticar publicamente o leilão e indicar que a operação poderia ser cancelada.
Silveira evitou afirmar diretamente se houve interferência do governo, mas destacou que a empresa “se tocou” diante da reação do presidente e agiu para proteger o consumidor de aumentos.
Contexto: O leilão ocorreu em meio a discussões sobre medidas para conter o preço do gás de cozinha. O governo negociava com a Petrobras um programa de subvenção ao GLP (gás liquefeito de petróleo) importado para evitar reajustes.
A alta nos preços já foi repassada às distribuidoras, que pressionam por ajustes no programa Gás do Povo.
Mudanças: A Petrobras informou que o leilão teria sido organizado por uma gerência da área comandada por Schlosser, sem aval da alta cúpula. Como responsável pelo setor, o diretor acabou sendo desligado da função.
Ele, no entanto, pode permanecer na empresa como engenheiro, já que é concursado. A vaga será ocupada por Angélica Laureano.
Histórico: É a primeira vez, no atual mandato de Lula, que um diretor da Petrobras deixa o cargo após críticas públicas do presidente. Antes, o governo já havia substituído o então presidente da estatal, Jean Paul Prates, em meio a divergências internas.
Em gestões anteriores, mudanças na cúpula da Petrobras também ocorreram em cenários de pressão sobre preços de combustíveis.






