
O fato: A Azul Linhas Aéreas anunciou acordos de investimento com as norte-americanas American Airlines e United Airlines. Cada uma se comprometeu a aportar US$ 100 milhões na companhia brasileira, totalizando US$ 200 milhões.
Além disso, a Azul firmou um Acordo de Investimento Adicional com determinados credores, assegurando mais US$ 100 milhões dentro da mesma oferta pública de ações. Com isso, o montante total previsto chega a US$ 300 milhões.
Saída do Chapter 11: Os recursos irão apoiar a capitalização da empresa na saída do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos, conhecido como Chapter 11.
O plano de reorganização foi aprovado pela United States Bankruptcy Court for the Southern District of New York, tribunal responsável por supervisionar o processo. O Chapter 11 permite que empresas reestruturem suas dívidas sob supervisão judicial, mantendo as operações em funcionamento.
Segundo comunicado da Azul, os investimentos estão integrados ao plano de reorganização e vinculados aos aditamentos aos acordos de investimento (EIAs), respeitando os termos e condições aprovados pela Corte.
Estrutura dos aportes: O aporte da United será realizado no contexto da oferta pública de ações anunciada em 3 de fevereiro, com liquidação prevista para 20 de janeiro de 2026.
Já o investimento da American Airlines deverá ocorrer por meio da emissão de bônus de subscrição (warrants), títulos que garantem ao detentor o direito de comprar ações da companhia em condições previamente estabelecidas.
Reestruturação financeira: A Azul entrou com pedido de recuperação judicial em 28 de maio de 2026. À época, a companhia informou que utilizaria o Chapter 11 para eliminar mais de US$ 2 bilhões em dívidas financeiras, readequar contratos de leasing e otimizar sua frota.
O objetivo, segundo a empresa, é emergir do processo com maior flexibilidade financeira e sustentabilidade operacional, em meio a um cenário desafiador para o setor aéreo.






