Cid, Camilo João Campos conversam em Brasília e Cid já mira reeleição de senador; Vejam o resumo dos fatos

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Guardem bem essa imagem e os sorrisos abertos. Ela poderá se tornar usual em breve: Em foto de agosto passado, Camilo Santana, Tabata Amaral (namorada de João e filiada ao PSB), presidente Lula, João Campos e Cid Gomes durante um ato em Brasília – Foto: divulgação

Saiba ponto a ponto os fatos (não são especulações) relacionados ao futuro político de Cid Gomes e do grupo formado por deputados federais, deputados estaduais, prefeitos e centenas de vereadores do Ceará que estão sob a área de influência do senador cuja saída do PDT são favas contadas a curto prazo.

Evidentemente que tudo deve ser observado com base na conjuntura de hoje. Eventuais mudanças são próprias da dinâmica da política.

  • Cid Gomes e o grupo político que orbita em seu entorno têm o PSB como destino prioritário.
  • A segunda opção é o Podemos, que hoje no Ceará é comandado pelo prefeito de Aracati Bismarck Maia. Uma casa segura aqui, mas um abrigo áspero a nível nacional.
  • A mudança para o PSB é iminente. Ou seja, está em plena negociação. No dizer de uma fonte ouvida pelo Focus, o PDT não os quer, trata-os como rivais, mas trabalha com afinco para dificultar as saídas. “Subjugar”, no dizer de um importante membro desse grupo.
  • A mudança de um partido para outro, qualquer que seja, produz senões. Um deles só para exemplificar: o deputado Idilvan Alencar compõe a Comissão de Educação da Câmara Federal por indicação do PDT. Se lhe tirarem da posição, o parlamentar perde força e relevância junto ao seu eleitorado. São ajustes que vão ficar para o futuro.
  • A primeira conversa com a cúpula do PSB nacional se deu com membros da bancada de deputados que querem (e precisam) sair do PDT. Não foi um diálogo satisfatório. O grupo saiu do encontro desanimado.
  • Na sequência, Cid Gomes em pessoa entrou em campo e foi ao presidente nacional do PSB Carlos Siqueira. O encontro se deu na semana passada (veja aqui). A conversa foi profícua. Foram abordados os prós e alguns contras, todos relacionados a questões políticas e eleitorais.
  • O PSB é a melhor opção por diversos motivos, incluindo um relativamente longo relacionamento no passado (Cid foi eleito governador em 2006 pela sigla). Seria um retorno. “É mais confortável. É a melhor opção por várias razões”, relata a fonte.
  • O principal problema está em Pernambuco, terra berço do PSB. Porém, não se trata de algo intransponível. Voando em céu de brigadeiro na popularidade, o prefeito de Recife, João Campos, tem uma vice, Isabella de Roldão, do PDT. Uma vice com pouca força e voto (foi candidata a federal com votação pífia). No entanto, Campos reluta, o que é natural, em fazer mudanças no que vai bem.
  • O PDT cola esse relacionamento em Recife ao apoio do PSB à reeleição de José Sarto em Fortaleza.
  • Mas, fica a questão: o que perderia João Campos em aceitar Cid e seu grupo no PSB, aumentando significativamente a força nacional do partido? Na avaliação geral, nada perderia. Muito pelo contrário.
  • Pode-se argumentar que a candidatura à reeleição de João Campos em Recife correria o risco de perder o apoio do PDT pelo consquente e natural (caso Cid se filie no Ceará) não apoio do PSB a Sarto em Fortaleza. Atentem que, dos pontos de vista político, do fundo eleitoral e do tempo no horário eleitoral, PSB e PDT pouco têm a oferecer a um e a outro.
  • Já estão bem avançadas as conversas de João Campos com o PT local e nacional nas terras de Maurício de Nassau e dos Arraes. É o seguinte: Campos rifa a sua vice sem força, que é do PDT, para dar o lugar de vice para um indicado do PT. Com isso, ganha um latifúndio na minutagem da propaganda eleitoral e poderá usar as barbas do presidente Lula em sua companha pela reeleição (dada como certa) para a Prefeitura.
  • A coisa toda não se resume a Recife e às eleições municipais. As articulações se estendem a 2026. Explica-se: reeleito, Campos deixa a Prefeitura de Recife na metade do mandato, deixa o vice petista como prefeito da Capital e disputa o Governo de Pernambuco contra a isolada Raquel Lira montado em uma forte aliança com o lulo-petismo. Sempre bom lembrar: o presidente Lula é pernambucano.
  • Acerca dessa articulação de grande envergadura, um fato de extrema relevância ocorrerá na tarde desta terça-feira, em Brasília: Cid Gomes e Camilo Santana conversam com João Campos. Trata-se de reunião com pauta única. Pelos motivos expostos, as chances desse movimento prosperar são imensos.
  • Por fim, mas também multíssimo importante: esqueçam o Cid Gomes que há dois anos, ainda em meio à pandemia, dizia que havia se aposentado das disputas eleitorais. Ressalva de sua própria lavra: fora das disputas eleitorais por mandatos, mas não fora da política. Focus ouviu isso de sua boca por pelo menos duas oportunidades. As coisas mudaram. No dizer de uma outra fonte com constante interlocução com o ex-governasdor, “Cid recebeu e tem recebido constantes apelos para disputar a reeleição de senador”. Fiquem com esta certeza: Cid trabalha para viabilizar sua tentativa de reeleição em uma aliança que inclui o PT e o amontoado de partidos que hoje fazem a base do governador Elmano de Freitas.
  • Tudo fluindo, há um prazo pré-estabelecido para as filiações do cidismo ao PSB acontecer: a primeira metade de janeiro.
  • Presidente do PSB no Ceará, a chance de Eudoro Santana apoiar o PDT em Fortaleza é nula. Para isso acontecer, o pai de Camilo teria que ser destituído. Improvável. A tempo: na articulação para assumir o PSB no Estado, Eudoro fez questão que Cid fosse consultado a respeito. Para Cid, ficar ou não ficar no comando da sigla no Ceará não estão em causa.

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