
Equipe Focus
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Estudos que indicam que a vacina da Universidade de Oxford e da farmacêutica AstraZeneca, produzida no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), estimula resposta imune capaz de fazer combater a variante P.1 da COVID-19.
A divulgação foi feita pelo vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Marco Krieger, que destacou a eficácia do imunizante “no mundo real”, quando a eficácia dos testes clínicos é posta à prova.
“Até o momento, as informações são de tranquilidade. Os dados são de que temos, sim, uma variante de preocupação, que tem, sim, uma capacidade maior de transmissibilidade. A gente está vendo um momento da pandemia muito difícil em boa parte do Brasil, mas a boa notícia é que, apesar de todas essas características, a vacina, nesse momento e para essa variante, tem a condição de ser utilizada como uma ferramenta de controle”, disse Krieger.
A variante P.1 se espalhou rapidamente pelo Brasil depois de ter sido detectada pela primeira vez em Manaus.
Um estudo publicado nesta semana pela Fiocruz em parceria com a Universidade de Oxford e outras instituições indica que os anticorpos produzidos pela imunização reconhecem mais a variante britânica e menos a variante sul-africana, que acumula um número maior de mutações.
A variante P.1, brasileira, fica em uma posição intermediária nessa escala. Quando é analisada a resposta imune celular, entretanto, dados de outro estudo publicado por uma universidade americana mostram que ela não se altera de forma significativa diante das variantes.
“Os resultados são ainda melhores. Na verdade, as variantes de preocupação, até esse momento, têm causado um impacto muito menor nessa resposta celular”, disse Krieger. “Isso dá uma confiança maior de que essa vacina terá condição de manter, frente à variante brasileira, esses dados de efetividade”.






