
O fato: O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (2) que os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã não devem gerar impactos imediatos na macroeconomia brasileira. A declaração foi feita na Universidade de São Paulo (USP), antes de aula magna na Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária.
Escala do conflito é determinante: Haddad ponderou que ainda é cedo para prever os desdobramentos da crise no Oriente Médio. Segundo ele, “a escala do conflito vai determinar muita coisa”. O ministro destacou que a economia brasileira vive um momento favorável na atração de investimentos e que eventuais turbulências de curto prazo não devem alterar as principais variáveis macroeconômicas, salvo em caso de escalada da guerra.
Monitoramento do cenário externo: O titular da Fazenda afirmou que a equipe econômica acompanha o tema “com cautela” para estar preparada caso haja deterioração do ambiente econômico internacional.
Risco no Estreito de Ormuz: Um comandante da Guarda Revolucionária do Irã afirmou que o país fechou o Estreito de Ormuz à passagem de navios, ameaçando incendiar embarcações que tentarem cruzar a rota, considerada estratégica para o transporte global de petróleo. A medida, se confirmada, pode pressionar o mercado internacional de energia.






