Pix fecha o cerco: dinheiro de golpes não “some” mais tão fácil

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Por que importa:

A nova versão do Mecanismo Especial de Devolução (MED 2.0) amplia o rastreamento do dinheiro em casos de fraude no Pix e pode aumentar a taxa de valores efetivamente devolvidos aos clientes — hoje, cerca de 90% das contestações não resultam em ressarcimento.

O que mudou:

  • O MED 2.0 passa a ser obrigatório a partir desta segunda-feira (2).

  • Diferentemente do modelo anterior, o mecanismo não se limita à primeira conta receptora do Pix fraudulento.

  • Agora, o sistema segue o caminho do dinheiro ao longo de toda a cadeia de transferências, mesmo após a dispersão dos valores.

Como funcionava antes:

  • A apuração se restringia à conta que recebeu o Pix inicialmente.

  • Quando a fraude era identificada, muitas vezes a conta já estava zerada, pois os criminosos transferem rapidamente os recursos.

  • Resultado: baixa efetividade na devolução.

O que muda na prática:

  • O MED 2.0 permite mapear todas as contas por onde o dinheiro passou após a fraude, golpe ou coerção.

  • As informações são compartilhadas entre todas as instituições financeiras envolvidas nas transações.

  • Segundo o Banco Central, os valores podem ser devolvidos em até 11 dias após a contestação.

Prazo de adaptação:

  • Apesar de obrigatório, o BC concedeu um período de transição.

  • Até 10 de maio, as instituições estão dispensadas da abertura de processo por descumprimento da regra.

  • A versão 2.0 estava em funcionamento facultativo desde 23 de novembro.

O que espera o Banco Central:

  • Aumento da taxa de devolução dos valores fraudados.

  • Maior capacidade de identificar e bloquear contas usadas por criminosos.

  • Reforço à confiança no Pix, principal meio de pagamento instantâneo do país.

Em resumo:

  • Mais rastreabilidade.

  • Mais chance de ressarcimento.

  • Mais pressão sobre redes de fraude que exploram o Pix

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