Brasil decola, mundo derrete
Com os mercados globais pressionados por novas ameaças comerciais de Trump, a Bolsa brasileira caminha para o melhor 1º trimestre desde 2022 — e se torna o novo destino de investidores em busca de valor.
Na contramão do pânico global
O Ibovespa sobe 18% em dólares no ano. Após cair 30% em 2024, puxado pelo temor fiscal, os ativos brasileiros ficaram com forte desconto. Agora, investidores estrangeiros estão voltando — atraídos por preços baixos e fundamentos sólidos.
“O Brasil virou pechincha”, afirma um gestor ouvido pela Bloomberg. As ações locais estão bem abaixo da média histórica e mais baratas que pares emergentes.
Enquanto isso…
Mercados globais desabam com Trump
As bolsas da Ásia, Europa e EUA caíram forte na segunda após Donald Trump declarar que suas novas tarifas devem atingir “todos os países”.
– Nikkei (Japão): -4%
– Kospi (Coreia do Sul): -3%
– DAX (Alemanha): -1,3%
– CAC (França): -1,6%
– FTSE 100 (Reino Unido): -0,9%
Em Nova York, Wall Street abriu em forte queda. À tarde, o S&P 500 recuava 0,4%, o Nasdaq perdia 1,2% e o Dow Jones subia 0,2%.
O ouro disparou, atingindo o recorde de US$ 3.128 por onça, sinal de que os investidores estão buscando refúgio antes do chamado “Dia da Libertação”, como Trump batizou o anúncio de tarifas previsto para quarta-feira.
Com o mundo mergulhado na incerteza, o Brasil aparece — de novo — como porto seguro.