
O fato: Dados da Serasa Experian revelaram que, em agosto, 32,6% das empresas brasileiras estavam inadimplentes, correspondendo a 6,9 milhões de companhias. Esse índice se manteve estável nos últimos quatro meses, com o valor total das dívidas somando R$ 149,1 bilhões e um ticket médio de R$ 2.977 por conta atrasada.

Impactos: O economista Luiz Rabi destacou que a interrupção na queda das taxas de juros contribui para a alta inadimplência, especialmente em dívidas de longo prazo. Ele também ressaltou o impacto da valorização do dólar sobre empresas importadoras, que enfrentam aumento de custos e redução de margens de lucro, complicando ainda mais a capacidade de cumprir obrigações financeiras.
Setores mais afetados: O setor de “Serviços” lidera entre as empresas inadimplentes, representando 56,0% do total, seguido por “Comércio” (35,0%), “Indústria” (7,3%), “Primário” (0,8%) e “Outros” (0,3%). Em relação às dívidas, o setor de “Serviços” também predomina (31,2%), enquanto “Securitizadoras” representa a menor parcela (0,7%).

Distribuição por regiões: Os estados com maior taxa de inadimplência empresarial foram Maranhão, Alagoas, Amapá, Rondônia e Pará. Na outra ponta, Espírito Santo, Goiás, Piauí, Santa Catarina e Rio Grande do Sul registraram as menores taxas. Entre as 6,9 milhões de empresas inadimplentes, 6,4 milhões são micro e pequenas, acumulando mais de 45,3 milhões de dívidas e um valor superior a R$ 128,1 bilhões.








