
Equipe Focus
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O ex-governador Ciro Gomes não poupou críticas ao presidente Jair Bolsonaro. Em entrevista à Deutsche Welle, empresa pública de rádio da Alemanha, o pedetista afirmou que não há condições objetivas de o processo ocorrer.
“O processo de impeachment é jurídico e político. A parte jurídica está sustentada, ele (Bolsonaro) comete crimes de responsabilidade quando confraterniza com grupos que pedem o fechamento das instituições da democracia, quando expõe a comunidade brasileira ao genocídio em função de como administra a pandemia e quando faz obstrução da Justiça aparelhando a Polícia Federal para defender interesses privados, dele e da sua família de criminosos. Porém o aspecto político ainda não está dado”, destacou.
“Bolsonaro ainda tem um terço do apoio popular e as região Sul e Sudeste do país. Enquanto estiver assim, é improvável que o Congresso Nacional reúna dois terços dos votos contra ele. Mas é um processo que está em elaboração. Ele está se desmoralizando rapidamente, e a democracia tem que estar preparada para, na hora própria, fazer o que tem que ser feito”, pontuou.
Crítico do que chama de “lulopetismo”, Ciro ressaltou que “conjunturalmente” o ex-presidente “fez mais bem”.
“Historicamente, tem feito um mal extraordinário. E lhe explico. Todos os números da vida do povo brasileiro no período Lula foram bem. O salário mínimo subiu, o valor de compra, de algo ao redor de 100 dólares para 320 dólares. O crédito subiu de 15% para 55% do PIB. A consolidação das políticas sociais compensatórias praticamente baniu a fome dos brasileiros, trazendo 40 milhões de pessoas que viviam abaixo da linha de miséria para ter ao menos três refeições por dia. São números respeitados que pertencem à história do Lula, e que eu jamais negaria.







