
Freitas Cordeiro
Post Convidado
A cada dia que passa mais me assusta a realidade brasileira, onde se desenvolveram vários aglomerados sociais, inteiramente diversificados, com suas próprias leis e comandos, com uma característica em comum: em nenhum deles o ser humano é feliz e respeitado e o valor da vida obedece ao “câmbio” flutuante da violência.
São “Brasis” onde sobreviver é um sofrer constante, dos que se pensam “ricos” aos que se sabem “pobres”.
No Brasil “ideal”, que seria legal, a vida transformou-se em um “inferno”, por conta do esfacelamento das instituições a quem competiria zelar pelo ordenamento e estabilidade do estado de direito.
No Brasil “constitucional” o que menos se respeita é a própria Carta Magna e com ela rasgada seguem para o cesto do lixo todos os direitos fundamentais, quer das pessoas quer das empresas. Estas, então, se encontram no limite da sobrevivência.
Vários são os comandos e diversas são as fontes de ordenamentos legais, a partir do próprio Poder Judiciário que, travestindo de legislador, gera regulamentos e procedimentos teratológicos. Não existe extravagância mais danosa e inconsequente às empresas e aos empreendedores que o procedimento que instalou-se nas esferas trabalhistas, disciplinando a desconstituição da personalidade jurídica, em flagrante e escancarado afronta aos princípios jurídicos em vigor, ampliando os efeitos da condenação, sem maiores avaliações e cautelas, a pessoas completamente alheias àquela constituição empresarial originária
A título de se emprestar efetividade às decisões judiciais, afiou-se o instrumento da penhora on line que investe contra as reservas monetárias das empresas e pessoas, desconhecendo o universo das obrigações, criando privilégio para um em detrimento dos demais e inviabilizando a sobrevida dos condenados.
Nos feudos do Brasil real impera o regime dos chefões das facções, muitos deles hospedados em presídios transmudamos matriz das multinacionais do crime onde são desenvolvidas as estratégias que geram comandos que impactam toda vida nacional.
A população atônita, desesperada e desesperançada, por uma opção única de sobrevivência, alia-se aos chefões contraventores e desenvolve-se uma convivência comunitária com disfarce de regularidade.
Nessa golda sócio-anarquista, não surpreende que as ações precipitadas e desordenadas de um Governo desacreditado, ele próprio precisando de uma intervenção saneadora, sejam repelidas pela população sofredora.
Ao longo dos anos foram se estocando componentes altamente explosivos tais como, miséria, analfabetismo, corrupção, impunidade, indisciplina que nos habilitaram à produção da “bomba social”, em fase de testes e a caminho da “explosão total”.
Em cenário tão desalentador, a guerra civil se encontra instalada sem que se possa estabelecer previsão para seu final que se espera feliz.
Não adianta fechar os olhos, tapar os ouvidos, fazer de conta que não lhe diz respeito, os “estilhaços” em breve o atingirão. Pense nisso….







