
Equipe Focus
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Anunciada pelo governador de São Paulo, João Dória, como sendo a primeira vacina 100% brasileira, “desenvolvida por técnicos especialistas cientistas brasileiros”, a ButanVac foi desenvolvida nos Estados Unidos, na Escola de Medicina Icahn do Instituto Mount Sinai.
A informação foi passada pela instituição à Folha de S. Paulo.
Na reportagem da Folha, publicada na sexta-feira, 26, no mesmo dia do anúncio feito por Dória, o diretor e professor do departamento de microbiologia do instituto, Peter Palese, afirma que a informação sobre o desenvolvimento da vacina consta em estudo publicado em dezembro de 2020 assinado por pesquisadores do Mount Sinai e da Escola de Medicina da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill.
“Iniciamos testes de fase 1 no Vietnã e na Tailândia com a nossa nova geração (melhorada) de vacina de Covid”, disse Palese ao jornal paulista. “Também temos um acordo com o Instituto Butantan para entrar em testes clínicos no Brasil”.
Questionado pela Folha, Dimas Covas, disse que o Butantan está fazendo o desenvolvimento integral da vacina a partir de parcerias com um consórcio internacional e que o Mount Sinai teria sido procurado para fornecer o vetor da vacina.
Após ser contrariado pelo Mount Sinai, o Instituto Butantan afirmou, em nota, que a produção da vacina será 100% nacional.







