Júnior Mano amarelou?

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Último encontro registrado em redes sociais entre Cid Gomes e Júnior Mano, em 6 de fevereiro.

O deputado federal Júnior Mano (PSB) procurou o senador Cid Gomes (PSB) para comunicar que pretende desistir da candidatura ao Senado em 2026. O movimento que confirma o que já circulava nos bastidores políticos do Ceará. A informação do recuo foi publicada pelo jornal O Povo. Na semana passada, Focus Poder apurou que já havia sinais claros, do tipo que só os bastidores sabem ver, de que o parlamentar anda ressabiado quanto à candidatura majoritária.

O gesto revela que Mano parece ter entendido o essencial: candidatura majoritária não se sustenta apenas com vontade própriae  depende de aliança, estrutura e aceitação política.

O que aconteceu
Segundo apuração, Cid teria dissuadido Júnior Mano de bater o martelo agora. O motivo: o senador quer adiar qualquer definição sobre substituto, evitando que a base aliada abra disputa interna antes da hora, o que pode obrigar Cid a disputar a reeleição. Apesar das resistências internas, Cid tem repetido a aliados que não recua da indicação de Mano para uma das duas vagas ao Senado. Mas a realidade começa a se construir noutra linha.

Nos bastidores: Focus já havia detectado o “termômetro”
Focus Poder apurou anteriormente que Júnior Mano já sinalizava recuo nos bastidores. Pelo menos duas fontes ouvidas afirmaram que os movimentos recentes do deputado apontavam para uma decisão de não seguir com candidatura majoritária. E o indicador mais claro foi político e prático: o comportamento dos prefeitos aliados, principais cabos eleitorais de Mano. É daí que vem a força política acumulada pelo deputado. No Ceará, esse tipo de candidatura não sobrevive sem tração municipal. Quando prefeitos esfriam ou começam a evitar o tema, o recuo costuma ser questão de tempo.

O problema: Mano enfrenta resistência na base
Dentro do PSB e no entorno do Palácio da Abolição, há vetos e desconfortos com a indivação de Cid em função da trajetória política de Mano. A leitura predominante é que Mano não agrega, e pode até atrapalhar a montagem da chapa majoritária. No núcleo petista, o temor é direto: a presença de Mano poderia criar ruído e dificultar o projeto de reeleição de Elmano. O ministro Camilo Santana (PT) é apontado como uma das lideranças que enxergam a candidatura do pessebista como elemento de instabilidade.

O cálculo de Cid
Cid não quer precipitar a troca do nome agora por três motivos: evitar que a base se divida cedo demais; impedir que Mano seja “descartado” publicamente (o que enfraqueceria o PSB); e manter controle sobre o processo de escolha. Na prática, Cid parece esperar um gesto explícito: uma manifestação pública de Elmano e Camilo contra Mano. Se isso ocorrer, o senador teria justificativa para mudar a rota sem parecer recuo pessoal.

O cenário preferido do PT
Nos bastidores petistas, a solução considerada mais simples e eficaz é a seguinte: Cid ser candidato à reeleição ao Senado.

 

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