O desafio da Governança. Por Eduardo Forte

COMPARTILHE A NOTÍCIA

Eduardo Forte, Diretor Financeiro da Tallos, Startup cearense de Tecnologia. Foto: Divulgação

As startups costumam percorrer jornadas rápidas de crescimento e valor de mercado em um curto espaço de tempo, mas para continuar crescendo de forma consistente e segura é preciso estruturar uma boa governança corporativa, pilar essencial para a criação de valores e cultura organizacional da empresa. A governança nas startups não só é uma forma de evitar problemas, ela agrega valor ao negócio, aumentando as chances de harmonizar interesses, excelência da operação, segurança da gestão e sucesso do empreendimento.

A maioria das startups nasce da ideia do fundador, que também acaba por concentrar papéis administrativos. Conforme a empresa cresce, novas pessoas são inseridas nesse contexto, como sócios, diretores, acionistas e gerentes e os conflitos dos interesses tendem a se instalar. A governança contribui para a melhoria dos processos, para a definição da estrutura organizacional e responsabilidades na empresa, impulsionando o crescimento orgânico, dando segurança aos investidores, com melhores resultados. Outro ponto positivo com a implantação da governança corporativa nas startups é a valorização da imagem e o valor de mercado, que faz a diferença no ambiente competitivo e, ainda, evita o envolvimento da empresa em crises, afinal, os passos dados são mais previsíveis.

Considerando que a governança é um conjunto de práticas para fortalecer a organização, conjugar interesses e conciliá-los com os órgãos de fiscalização e regulamentação, baseia-se em 4 princípios básicos e necessários: transparência, equidade, prestação de contas (ou accountability) e responsabilidade corporativa, que inclui os aspectos financeiros, ambientais, o tratamento dado aos colaboradores, dentre outros.

Dessa forma, podemos concluir que a governança impacta nos processos decisórios, na clareza de objetivos, nas metas, nos sistemas de controle, no fluxo de informações e na clareza dos papéis dos stakeholders. É essencial que os diretores compreendam qual o estágio da empresa, o valor e posicionamento de mercado, o produto, a imagem e sua estruturação jurídica para aplicar processos eficientes no negócio.

COMPARTILHE A NOTÍCIA

PUBLICIDADE

Confira Também

Horas antes da prisão, Vorcaro enviou mensagem a Moraes, que respondeu no modo visualização única

Vorcaro teve prisão decretada em 2020, mas instituições falharam e a porta se abriu para os crimes em série

Apostas bilionárias e suspeitas antecipam ataque dos EUA ao Irã

Café da Serra de Baturité recebe selo nacional de Indicação de Procedência

Freio de arrumação no governismo do Ceará: ambições e a difícil engenharia da chapa de 2026

MP dos datacenters caduca e ameaça planos no Ceará, incluindo planos do projeto de R$ 200 bi no Pecém

Camilo, a missão, o ruído e o desconforto de Elmano

TikTok e Omnia contestam laudo do MPF sobre Datacenter de R$ 200 no Pecém

Do jeito que vai, eleição presidencial vai ser decidida pelo eleitor “nem-nem”

A política de segurança, a lógica do crime e os gigolôs da violência

PPP do Esgoto no Ceará: R$ 7 bilhões para universalizar saneamento em 127 cidades

Genial/Quaest: Lula segue com desaprovação maior que aprovação e perde fôlego entre independentes

MAIS LIDAS DO DIA

Países da AIE aprovam liberação recorde de 400 milhões de barris de petróleo em meio à guerra no Oriente Médio

Indústria de alimentos e bebidas fatura R$ 1,39 trilhão e representa 10,8% do PIB

Banco Central inicia retirada gradual das primeiras cédulas do real

Presidente da CPMI do INSS pede revisão de decisões do STF sobre depoimentos

Fortaleza registra maior inflação do país em fevereiro, aponta IBGE

Governo anuncia pacote para reduzir preço do diesel e conter impacto do petróleo