O jornalista Reinaldo Azevedo foi ao ponto ao analisar a polêmica questão do homem nu no MAM, em São Paulo. A estupidez e o oportunismo prosperam nos extremos. Claro, sempre em busca de audiência. De preferência, eleitoral. Não nos enganemos. Os Bolsonaros vivem de Jean Wyllys e Jean Wyllys vive dos Bolsonaros. Vejam um trecho da análise.
“O Estatuto da Criança e do Adolescente exerce uma tutela sobre o menor que relativiza o pátrio poder. E a esquerda costuma gostar disso, não é? Um menor de 14 anos está impedido de ajudar a família num trabalho autônomo ainda que frequente normalmente a escola e não seja maltratado. Rende uma acusação de “exploração de trabalho infantil”. E jamais ocorreria aos nossos vermelhos que há nisso uma exorbitância, certo? Não obstante, saem gritando por aí que a interação de uma menina de seis anos com um artista nu, não tendo havido nada de libidinoso, é assunto que só interessa à família.
Mas também pululam os direitistas hipócritas. Chegaram miasmas do vômito de alguns que não se constrangem em defender que o estado não pode impor às famílias que matriculem seus respectivos filhos em escolas regulares. Isso seria, dizem, uma interferência indevida do Estado. Esse pai pode privar as crianças do ensino formal — e nem entro no mérito se isso seria melhor ou pior —, mas não pode acompanhá-las a uma exposição em que há uma pessoa nua?”







