Pela primeira vez média diária de vendas supera pré-pandemia, mostra Anfavea

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Foto Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil

A direção da Anfavea, entidade que representa as montadoras instaladas no Brasil, avaliou nesta quinta-feira, 7, que os resultados do setor no mês passado trouxeram bons sinais, em especial o crescimento de 18% na média diária de vendas na comparação com janeiro. Foram vendidos 8,7 mil veículos a cada dia útil no mês passado, a melhor média para fevereiro desde 2020.

Numa comparação entre iguais períodos, pela primeira vez o setor superou uma média registrada antes da pandemia. Os estoques se mantiveram praticamente estáveis no último mês: 217,6 mil veículos, o que cobre 38 dias de venda.

No entanto, o presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite, pediu cautela e disse ser prematuro apontar como uma tendência a volta do ritmo de antes da pandemia. Na esteira do ciclo de queda dos juros, iniciado em agosto, as taxas cobradas nos financiamentos de veículos já caíram de um nível próximo a 30% para 24%, o que, pontuou Leite, tem ajudado.

No entanto, ele ponderou que há também uma espera dos consumidores por mais cortes de juros, fazendo com que a participação dos financiamentos nas vendas totais, ao redor de 30%, não tenha se alterado muito. Conforme o presidente da Anfavea, os efeitos dos juros mais baixos só devem aparecer de forma mais clara no segundo semestre.

Ele observou ainda que o marco de garantias, em processo de implementação, pode contribuir para uma redução adicional de 15% dos juros praticados no mercado, uma vez que reduz o risco dos bancos nas concessões de crédito.

Sobre as exportações, que caem 28% neste ano, o presidente da Anfavea informou que a entidade tem discutido com o governo soluções para melhorar o fluxo comercial. O tema é considerado prioritário e está na pauta das reuniões realizadas praticamente toda semana no ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Ao falar de algumas das propostas colocadas na mesa, Leite citou acordos bilaterais, visando, por exemplo, o fim de cotas para as vendas livres de imposto de importação em mercados como a Colômbia, um dos principais destinos no exterior dos carros produzidos no Brasil.

O governo, relatou o presidente da Anfavea, tem se mostrado sensível às dificuldades das montadoras de colocar seus produtos no exterior. Nesse sentido, ele lembrou que já houve uma sinalização, feita pelo vice-presidente e ministro, Geraldo Alckmin, de aumentar a devolução de créditos tributários a empresas exportadoras dentro do programa Reintegra. Essa medida serviria como uma transição até o IVA – o imposto sobre valor agregado previsto na reforma tributária – acabar com o acúmulo de créditos tributários não compensados antes das exportações.

Agência Estado

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