Governadores do Nordeste propõem alterações na renegociação das dívidas estaduais

COMPARTILHE A NOTÍCIA

Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

Governadores do Nordeste se reuniram com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), para propor mudanças no projeto de lei de renegociação das dívidas dos estados com a União. Entre as principais sugestões estão o aumento do fundo de equalização a ser criado e alterações nos critérios de distribuição dos recursos desse fundo.

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), afirmou que Pacheco “foi sensível” às sugestões e prometeu discuti-las com os senadores até a próxima semana. “É legítimo que estados endividados pleiteiem a renegociação da dívida, mas é necessário que os estados menos endividados sejam também contemplados nesse processo de renegociação, sob pena de agravar cada vez mais as desigualdades do ponto de vista regional e socioeconômico”, declarou Fátima.

Bezerra destacou a necessidade de justiça para os estados que, apesar de menos endividados, precisam ser contemplados no processo. As propostas dos governadores incluem um aumento no tamanho do fundo de equalização e a adoção de critérios de distribuição baseados nas regras do Fundo de Participação dos Estados (FPE), que considera as desigualdades regionais e destina mais recursos a estados mais pobres.

Os governadores sugeriram que o indexador da dívida dos estados com a União seja reduzido em 2 pontos percentuais, ao invés de 1 ponto percentual como proposto inicialmente por Pacheco, desde que o montante economizado seja destinado ao fundo de equalização. Na prática, os estados pagariam os juros, mas recuperariam parte do dinheiro por meio desse fundo. Com essa alteração, o valor do fundo poderia dobrar, passando de R$ 7 bilhões para cerca de R$ 14 bilhões anuais, com distribuição favorecendo estados mais pobres.

O governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), reforçou a importância de incluir a renegociação das dívidas dos estados com instituições financeiras nacionais, como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e BNDES. Segundo Fonteles, alguns estados possuem dívidas baixas com a União, mas têm passivos significativos com essas instituições financeiras. “É importante que essas dívidas bancárias também sejam renegociadas, seja com carência, alongamento do tempo e redução da taxa. Vamos propor um texto para que ele possa avaliar com consultores e senadores para possibilitar essa isonomia, dado que vai ser feito esforço da União nas dívidas (dos estados) com a União”, disse.

Os governadores relataram que Pacheco reiterou seu compromisso de votar o projeto de renegociação das dívidas na próxima semana, conforme anunciado em entrevista coletiva. Contudo, a votação só será viável se houver concordância dos líderes partidários e um acordo suficiente para a sua aprovação.

COMPARTILHE A NOTÍCIA

PUBLICIDADE

Confira Também

Geógrafos concluem que o Brasil tem montanhas; E o Ceará é o estado mais montanhoso do Nordeste

Aécio e Cid se movem em sintonia e reposicionam Ciro no tabuleiro nacional

Queda histórica na violência: Ceará registra a Semana Santa menos letal em 17 anos

Aliado de Elmano, AJ Albuquerque divulga decisão nacional do PP que libera apoios no Ceará

Atlasintel perguntou ao brasileiro se ele é de direita, esquerda ou centro; Veja o resultado

Atlasintel: pesquisa mostra empate técnico com Ciro em vantagem numérica sobre Elmano

Pesquisa da AtlasIntel testa cenário com Camilo Santana contra Ciro Gomes

The Economist diz que Brasil é o mais preparado para crise do petróleo; Um cearense construiu essa vantagem

No ataque ao PT, Girão abre frente contra a “direita fisiológica”

Inédito: Flávio vence Lula no 2º turno, aponta AtlasIntel

Lula lidera, mas sob desgaste e o centro deve definir 2026

A van está virando ônibus? União Progressista pende ao governismo e redesenha 2026 no Ceará

MAIS LIDAS DO DIA

Guimarães vai para ministério de Lula e sai do jogo eleitoral de 2026