
A deputada estadual Lia Gomes (PDT) defendeu o seu irmão, o ex-governador Ciro Gomes (PDT), das críticas do líder da bancada do PT na Assembleia Legislativa do Ceará, o deputado De Assis Diniz (PT).
O petista permanece na oposição ao prefeito Sarto (PDT) e às figuras associadas a ele, incluindo Ciro e o ex-prefeito Roberto Cláudio, que frequentemente criticam a administração estadual e seus líderes, como Camilo Santana.
Além disso, o petista critica Ciro por apadrinhar Glêdson Bezerra (Podemos) em Juazeiro do Norte, uma candidatura apoiada por partidos vinculados ao ex-presidente Bolsonaro (PL), como o União Brasil, liderado pelo pré-candidato à prefeitura de Fortaleza, Capitão Wagner.
“Ciro tem uma trajetória política exemplar que não será desclassificada só porque apoiou um candidato do União Brasil em Juazeiro do Norte, o que não é incomum, já que o Lula tem três ministros do União Brasil, sendo que um deles foi indiciado pela Polícia Federal por lavagem de dinheiro e crimes de organização criminosa, no governo do PT”, disse Lia.
Por fim, ressaltou: “Ciro foi eleito o melhor prefeito durante seu mandato em Fortaleza e também foi reconhecido como o melhor governador do Brasil”.
Apesar do rompimento entre os irmãos Ferreira Gomes, Lia segue no meio dos dois grupos. Cid e Ivo saíram do PDT após desavenças com os ciristas. No momento, os irmãos seguem no PSB, apoiando a pré-candidatura de Evandro Leitão (PT) em Fortaleza e a de Izolda Cela (PSB) em Sobral.
O rompimento começou quando o grupo de Ciro apoiou RC para disputar o governo do Estado. O Partido dos Trabalhadores, liderado por Camilo, encerrou a aliança de 16 anos no Ceará e lançou Elmano, que logo venceu no primeiro turno. Os petistas preferiam Izolda, que já era governadora na época, preterida pela bancada pedetista.
Cid, Ivo e Lia buscaram reatar a aliança, mas não conseguiram, dado que Ciro, RC, André Figueiredo e tantos outros seguiram na oposição ao PT.







