
Corrida pela Prefeitura de SP: Nova pesquisa da AtlasIntel mostra um empate técnico pelo terceiro lugar entre Pablo Marçal (PRTB), Tabata Amaral (PSB) e José Luiz Datena (PSDB), com Marçal emergindo como destaque.
Por que importa: A ascensão de Pablo Marçal, que agora tem 16,3% das intenções de voto, é um reflexo de sua estratégia nas redes sociais e nos debates. Especialistas apontam que, apesar de seu crescimento, ainda é cedo para determinar se essa tendência se consolidará.
O cenário: Marçal foi o único candidato que cresceu desde a última pesquisa em agosto. Ele ganhou 4,9 pontos percentuais, enquanto Boulos (PSOL) e Nunes (MDB) registraram quedas. Boulos ainda lidera com 28,5%, seguido por Nunes com 21,8%.
Explicando o fenômeno: O crescimento de Marçal é a mais nova versão do enfado do eleitor médio com a política e com os partidos tradicionais. O histriônico jovem e milionário age de modo calculado, ridicularizando a si mesmo e apelando para a zombaria geral. A postura, que naturalmente atrai os holofotes, é amplificada por um sistema político desgastado e com longo histórico de corrupção.
Estratégia digital: Segundo Pedro Paulo de Assis, da USP, Marçal aposta em trazer o debate político para as redes sociais, onde tem mais controle e influência. Essa estratégia, comum nos EUA, ainda é nova no Brasil, mas pode ter limites ao longo da campanha.
Desafios à frente: Apesar do crescimento, Assis acredita que Marçal pode não conseguir sustentar esse impulso por toda a campanha. Ainda assim, sua participação está aumentando sua visibilidade e seguidores nas redes, o que pode ser útil mesmo sem a vitória.
Metodologia e impacto: Vinícius Alves, da UFSCar, destaca que o método de pesquisa online da AtlasIntel pode favorecer candidatos com forte presença digital, como Marçal. O recrutamento de entrevistados pela internet pode explicar parte do crescimento do ex-coach.
O que vem a seguir: A entrada de Marçal mexeu na dinâmica da disputa, especialmente após a desistência de Kim Kataguiri (União-SP). O impacto real de sua candidatura será mais claro nas próximas pesquisas, à medida que a campanha oficial se desenrola.
O que diz o CEO da Atlas: “Marçal já é um problema tanto para o Boulos que para o Nunes. Com seus ataques, Marçal conseguiu aumentar a rejeição ao Boulos. Por conta disso, no 2o turno o desempenho do Boulos piorou em todos os cenários. Marçal só ajuda o Boulos numa única hipótese: se passa para o 2o turno” (Andrei Roman).







