Brasil cria 137,3 mil empregos formais em janeiro, com destaque para a indústria

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O fato: O Brasil registrou um saldo positivo de 137.303 empregos com carteira assinada em janeiro de 2025, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados nesta quarta-feira (26). O resultado é fruto de 2.271.611 admissões e 2.134.308 desligamentos no período.

Com esse crescimento, o país encerrou janeiro com um total de 47.341.293 vínculos celetistas ativos, um avanço de 0,29% em relação a dezembro de 2024. No acumulado dos últimos 12 meses, foram criados 1.650.785 postos de trabalho formais.

Setores em alta e retração no comércio

Quatro dos cinco principais setores da economia apresentaram saldo positivo de empregos formais em janeiro:

  • Indústria Geral: +70.428 postos
  • Serviços: +45.165 postos
  • Construção: +38.373 postos
  • Agropecuária: +35.754 postos

O único setor com queda foi o comércio, que registrou o fechamento de 52.417 vagas formais.

Regiões e estados

Das cinco regiões do país, quatro tiveram saldo positivo de empregos:

  • Sul: +65.712 postos (+0,76%)
  • Centro-Oeste: +44.363 postos (+1,06%)
  • Sudeste: +27.756 postos (+0,12%)
  • Norte: +1.932 postos (+0,08%)

O Nordeste foi a única região com saldo negativo, registrando o fechamento de 2.671 postos (-0,03%).

Entre os estados, São Paulo liderou a geração de empregos, com 36.125 novas vagas (+0,25%), seguido por Rio Grande do Sul (+26.732 postos, +0,94%) e Santa Catarina (+23.062 postos, +0,90%). Já Rio de Janeiro (-12.960 postos), Pernambuco (-5.230 postos) e Pará (-2.203 postos) tiveram os piores desempenhos.

Salário e perspectivas: O salário médio de admissão aumentou 4,12% em janeiro, alcançando R$ 2.251,33, um acréscimo de R$ 89,02 em relação ao mês anterior.

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, destacou o resultado positivo e criticou previsões pessimistas sobre o mercado de trabalho. Ele também defendeu que a geração de empregos não deve ser vista como fator de pressão inflacionária.

Para os próximos meses, a expectativa é de continuidade na expansão do emprego formal, impulsionada pelo crescimento da economia e políticas de valorização do salário mínimo.

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