Com Bolsonaro fora, Tarcísio cresce e já empata com Lula no 2º turno, mostra Latam Pulse

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O que importa

O presidente Lula da Silva conseguiu recuperar terreno eleitoral em abril, enquanto Fernando Haddad enfrenta dificuldades para herdar o espaço do petista em cenários de sucessão. Jair Bolsonaro, embora ainda forte, sofre queda de imagem e perde vantagem nos cenários de 1º e 2º turnos.

Contexto: A pesquisa Latam Pulse entrevistou 5.419 brasileiros adultos entre 20 e 24 de abril de 2025, com margem de erro de 1 ponto percentual.


Lula respira e Bolsonaro derrete

  • Imagem pessoal: Lula voltou a ser majoritariamente bem avaliado (53% positivos) pela primeira vez desde dezembro de 2024.

  • Bolsonaro: caiu para 44% de aprovação, com saldo negativo de -11 pontos percentuais.


Simulações de primeiro turno

  • Reedição de 2022:

    • Bolsonaro: 45,1% (praticamente estável).

    • Lula: sobe de 40% para 44,2%, encostando no ex-presidente.

  • Cenário alternativo (com Tarcísio de Freitas):

    • Lula: 42,8%.

    • Tarcísio: 34,3%.

    • Outros candidatos: abaixo de 5%.

  • Com Michelle Bolsonaro no lugar de Tarcísio:

    • Lula amplia vantagem para 12 pontos percentuais.

  • Se o candidato do PT for Fernando Haddad:

    • Haddad aparece 2,7pp atrás de Tarcísio (35% x 32,3%).

    • Ciro Gomes cresce 4 pontos e aparece mais competitivo.


Simulações de segundo turno

  • Lula x Bolsonaro: Lula vence por 2,1 pontos percentuais — vantagem mínima, mas fora da margem de erro.

  • Lula x Tarcísio ou Lula x Michelle: Empates técnicos, com diferença inferior a 1pp.

  • Lula contra outros nomes da direita:

    • Romeu Zema: Lula vence por 6,1pp.

    • Ronaldo Caiado: vantagem de 8,7pp.

    • Ratinho Jr.: 12,3pp.

    • Eduardo Leite: 21,1pp.


Vá mais fundo: sinais para 2026

  • Lula ainda é o favorito para manter o comando do campo progressista e lidera em quase todos os cenários.

  • Haddad não empolga como herdeiro natural do lulismo — seu desempenho favorece a reentrada de nomes como Ciro Gomes.

  • A direita sem Bolsonaro ainda busca uma alternativa forte: Tarcísio e Michelle aparecem competitivos, mas não consolidados.

  • Polarização pode resistir, mas novos atores têm chance real se a economia ou a segurança pública se deteriorarem.

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