Microsoft demite cerca de 9 mil funcionários em nova rodada de cortes

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O fato: A Microsoft confirmou nesta quarta-feira (2) mais uma rodada de demissões, afetando cerca de 9.000 funcionários — o equivalente a menos de 4% da força de trabalho global da empresa. Este é o terceiro corte promovido pela gigante da tecnologia nos últimos meses e o maior desde janeiro de 2023, quando cerca de 10.000 trabalhadores foram desligados.

Reestruturação e foco em IA: Segundo a empresa, a medida faz parte de uma reestruturação interna voltada para “posicionar melhor a companhia em um mercado dinâmico”. Em nota, um porta-voz destacou que a reorganização inclui a redução de níveis gerenciais e o uso crescente de novas tecnologias para aumentar a produtividade.

A Microsoft tem intensificado seus investimentos em inteligência artificial, e o CEO Satya Nadella afirmou que atualmente entre 20% e 30% do código gerado pela empresa já é produzido com o auxílio de IA. Apesar disso, a companhia não confirmou se a automação teve relação direta com os cortes anunciados.

Equipes de Xbox e vendas devem ser impactadas: Ainda não foram oficialmente detalhadas as divisões afetadas, mas informações divulgadas pelo The Verge indicam que a equipe do Xbox sofrerá impactos, conforme comunicado interno enviado por Phil Spencer, chefe da divisão. A Bloomberg também reportou que equipes de vendas estariam entre os alvos das demissões.

Em maio, a Microsoft já havia desligado cerca de 7.000 funcionários, o que representa 3% da força de trabalho. Em julho de 2024, último dado divulgado, a empresa contava com 228 mil funcionários globalmente.

Cortes no setor de tecnologia continuam: A decisão da Microsoft segue uma tendência de cortes em massa no setor de tecnologia, mesmo em meio a lucros expressivos. Em abril, a empresa reportou lucro trimestral de US$ 25,8 bilhões, um aumento de 18% em relação ao mesmo período do ano anterior, puxado pelo crescimento da nuvem e da IA.

Outras gigantes, como Meta, Amazon e Bumble, também anunciaram demissões este ano, com executivos apontando a inteligência artificial como um fator determinante para a reestruturação das equipes.

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