
O que aconteceu — Na COP Nordeste e 3ª ICID, em Fortaleza, os governadores celebraram a Chamada Nordeste, programa que previa R$ 10 bilhões em crédito para neoindustrialização. A surpresa: 246 propostas somaram R$ 127,8 bilhões, quase 13 vezes mais que o montante inicial.
Por que importa — O salto expõe uma demanda reprimida por investimentos industriais no Nordeste e aumenta a pressão para ampliar o volume de recursos subsidiados. Não faltam projetos; falta crédito barato — um gargalo histórico para a Região.
Os números
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Hidrogênio verde: 32 projetos | R$ 54,3 bi
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Automotivo e máquinas agrícolas: 40 | R$ 25,2 bi
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Data centers verdes: 35 | R$ 16,9 bi
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Transição energética (armazenamento): 54 | R$ 15,3 bi
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Bioeconomia (fármacos): 44 | R$ 5,4 bi
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Multitemas: 41 | R$ 10,4 bi
O tom dos governadores — Rafael Fonteles (PI), presidente do Consórcio Nordeste, cravou que se trata de “reparação” no acesso ao crédito. Elmano de Freitas (CE), anfitrião do encontro, reforçou: o Nordeste tem capacidade e vontade de investir, mas precisa de financiamento acessível para transformar potencial em indústria real.
Sinal de Brasília — O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, classificou o resultado como “extraordinário” e acenou com a possibilidade de ir além dos R$ 10 bilhões, se os projetos cumprirem as exigências.
Ceará em evidência — Além de sediar a coletiva, o Estado ganhou destaque nas pautas de hidrogênio verde, data centers e polo automotivo. Elmano também alinhou em Brasília articulações sobre esses três eixos, junto da Transnordestina.
Além da Chamada — Os governadores assinaram ainda:
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Carta Compromisso da Transformação Ecológica do Nordeste
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Acordo de Cooperação com a UNCCD (desertificação)
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Carta Compromisso com a Global Renewables Alliance
Linha fina Focus — O Nordeste mostrou carteira robusta. Agora cobra munição financeira para liderar a agenda de neoindustrialização verde do Brasil.







