
Linha-fina: Em Fortaleza, no ato de filiação de Ciro Gomes ao PSDB, Tasso Jereissati comandou o evento limitando o acesso aos microfones. Líderes partidários como Capitão Wagner (UB) e André Fernandes (PL) não falaram. Em um palaque marcadamente masculino (esposas dos políticos não contam) e com a ausência da campeã de votos Priscila Costa (PL), foi visível que há a nós a desfazer na composição. É de praxe que lideres de partidos aliados sejam convidados a falar em momentos de relevância como foi o de filiação de um potencial candidato a governador.
O quadro geral
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Microfone controlado: Tasso, controlador do PSDB, não expandiu as falas para líderes populares com alta tração digital.
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Ausência feminina: nenhuma oradora; Priscila Costa, uma das mais votadas do PL, ficou fora do palco.
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Contraste de estilos: Ciro acenou a antigos rivais e potenciais aliados; Tasso passou ao largo.
Bastidores
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“Estilo Tasso: centralizador e dono do partido”, disse uma fonte ao Focus.
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Não abrir para as falas de Wagner e André rebaixa atores com alcance superior, em alguns nichos, ao de Ciro nas redes — e sinaliza quem manda na mesa. Um fato que certamente vai deixar a direita com a pulga atrás da orelha com a percepção de que pode até ganhar com Ciro, mas corre o risco de não levar na prática do dia a dia.
Por que importa
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A reaproximação nasce sob comando de Tasso e com Ciro em modo agregador.
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Custo político imediato: a exclusão de vozes populares amplifica possiveis ruídos na base.
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Desafio adiante: costurar a aliança “frankstein” exigirá acomodar autoridade e amplitude — no palco e fora dele.
Vá mais fundo — leitura Focus Poder
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Coreografia do poder: quem fala define capitais; quem é silenciado, define ressentimentos.
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Teste de governança: sem lugar para mulheres e para uma campeã de votos, a mensagem às bases é ambígua — e cobra preço na largada.







