
A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (14) a segunda fase da Operação Compliance Zero, mirando o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e um grupo de empresários ligados a ele. Por ordem do Supremo Tribunal Federal, agentes cumprem 42 mandados de busca e apreensão em cinco Estados e executam o bloqueio e o sequestro de bens que somam mais de R$ 5,7 bilhões.
Fonte: g1.
Por que importa — O caso vai além de um inquérito policial: ele testa os limites da supervisão do sistema financeiro brasileiro e expõe como estruturas bancárias podem ser usadas para engenharia financeira de alto risco, com potencial impacto sistêmico.
O que a PF investiga — Organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro. Além de Vorcaro, as buscas alcançam o empresário Nelson Tanure e João Carlos Mansur, ex-presidente da Reag.
O pano de fundo — A operação aprofunda apurações iniciadas em novembro, quando a PF apontou a emissão e venda de títulos supostamente forjados pelo Banco Master ao Banco de Brasília (BRB), em operações que teriam somado R$ 12,2 bilhões. Na primeira fase, sete pessoas foram presas, incluindo Vorcaro, que acabou solto semanas depois.
A virada institucional — Em dezembro, o ministro Dias Toffoli levou o caso ao STF após a citação de um deputado federal nas investigações, elevando o peso político e jurídico do processo.
O objetivo agora — Segundo a Polícia Federal, o bloqueio bilionário busca interromper a atuação do suposto esquema e preservar recursos para eventual recuperação de ativos.
Na prática — O que está em jogo é se um banco conseguiu operar, por anos, no limite — ou além — das regras prudenciais, sem que os mecanismos de regulação e controle conseguissem agir a tempo.






