
O fato: O Ceará registrou queda de -2,6% na produção industrial na passagem de outubro para novembro de 2025, segundo a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional (PIM-PF REG), divulgada nesta quarta-feira (14) pelo IBGE. O resultado foi a terceira maior retração entre as regiões pesquisadas, enquanto a indústria nacional ficou estável (0,0%) no mesmo período.
Comparativo anual: Na comparação com novembro de 2024, a produção industrial cearense recuou -5,0%, desempenho mais fraco que o do Brasil, que apresentou queda de -1,2%.
Acumulado do ano: Entre janeiro e novembro de 2025, o Ceará acumula variação negativa de -0,9%. No mesmo intervalo, a indústria nacional registra crescimento de 0,6%, evidenciando uma desaceleração mais intensa no estado.
O horizonte de 12 meses: No indicador acumulado em 12 meses, a produção industrial cearense apresentou recuo de -1,4%, em contraste com a alta de 0,7% registrada no país. No mesmo recorte mensal, o Espírito Santo liderou o desempenho nacional, com crescimento de 4,4% entre outubro e novembro.
O que puxou a queda:
Segundo o IBGE, a retração no Ceará foi disseminada em grande parte da indústria de transformação, com destaque negativo para:
– Máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-25,6%)
– Produtos têxteis (-23,0%)
– Produtos químicos (-18,8%)
Os setores que avançaram:
Apesar do cenário adverso, alguns segmentos apresentaram crescimento na comparação anual, como:
– Coque e derivados do petróleo (42,3%)
– Metalurgia (4,5%)
– Produtos minerais não metálicos (3,1%)
O contexto: Os dados indicam um ambiente industrial mais desafiador no Ceará, com desempenho abaixo da média nacional, ao mesmo tempo em que revelam bolsões de resiliência em setores específicos, ligados à energia, insumos industriais e construção.






