
O fato: Com a sanção do Orçamento de 2026, o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) terá R$ 4,9 bilhões disponíveis para as campanhas eleitorais deste ano. Levantamento da Fundação 1º de Maio, ligada ao partido Solidariedade, aponta que três forças partidárias concentrarão quase metade desse montante: a federação União Progressista (União Brasil e PP), o PL e o PT.
O cenário: a federação União Progressista ficará com cerca de R$ 953,6 milhões, o que representa 19,2% do total do fundo. Com a união das siglas, o grupo passa a atuar como um único partido, reunindo 12 senadores e 109 deputados federais, fator que pesa diretamente na distribuição dos recursos.
A distribuição: o PL aparece em seguida, com estimativa de R$ 886,7 milhões em verbas, volume superior ao do PT, que deverá receber cerca de R$ 619,7 milhões. A diferença reflete o tamanho das bancadas no Congresso, critério central para o cálculo do fundo eleitoral.
O complemento: fechando o grupo das cinco maiores fatias está o PSD, que deverá contar com R$ 420,8 milhões para 2026. A legenda possui 47 deputados e 14 senadores e saiu das eleições municipais de 2024 como a maior vencedora em número de prefeituras, com comando em 887 cidades, segundo a fundação.
Como funciona: a divisão oficial do fundo cabe ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que normalmente divulga os valores em junho. Pela legislação, 2% do FEFC são distribuídos igualmente entre todos os partidos registrados, 35% conforme os votos obtidos na última eleição para a Câmara, 48% de acordo com o número de deputados federais e 15% proporcionalmente à representação no Senado.
O ponto de atenção: mudanças nas bancadas durante a janela partidária ainda podem alterar a distribuição final dos recursos antes do início oficial das campanhas.






