
Tramita na Câmara Municipal de Fortaleza projeto de lei que propõe a inclusão do ensino de proteção e bem-estar pet nos currículos das escolas públicas e privadas da capital cearense. A iniciativa busca fomentar o respeito, a responsabilidade e a ética na relação com os animais, integrando o tema de forma transversal aos conteúdos educacionais já existentes.
De acordo com o texto da proposição, o ensino será incorporado aos currículos desde a educação infantil até o ensino médio, podendo ser trabalhado em articulação com projetos de educação ambiental e outras iniciativas pedagógicas.
Educação, cidadania e prevenção de maus-tratos
O projeto estabelece como objetivos principais a conscientização sobre a importância da proteção animal, o estímulo ao respeito e à compaixão pelos animais, o desenvolvimento de habilidades para a convivência ética com outras espécies e a prevenção de maus-tratos, além da promoção da posse responsável.
A proposta também prevê a possibilidade de atividades práticas, como visitas e ações de serviço social em centros de bem-estar animal, especialmente para estudantes do ensino fundamental e médio, ampliando a dimensão formativa da iniciativa.
Implementação e diretrizes administrativas
O texto legislativo determina que o Município de Fortaleza, por meio da Secretaria de Educação, terá o prazo de seis meses para elaborar as diretrizes necessárias à implementação do ensino de proteção e bem-estar animal nas instituições de ensino públicas e privadas.
A proposta não cria uma nova disciplina obrigatória, mas prevê a integração do tema aos conteúdos existentes, o que busca evitar impactos estruturais no currículo escolar e permitir a aplicação gradual da política educacional.
Fundamentos sociais e pedagógicos da proposta
Na justificativa do projeto, o autor sustenta que a educação é instrumento essencial para a formação de valores e atitudes, sendo capaz de contribuir para a redução do abandono e dos maus-tratos contra animais, problemas que afetam Fortaleza e outras cidades brasileiras.
O texto também destaca a relação entre proteção animal, conservação da biodiversidade e responsabilidade ambiental, defendendo que a formação de cidadãos conscientes passa pela valorização da vida animal e do meio ambiente.
Além disso, o projeto se inspira na chamada “Lei da Empatia”, adotada na Colômbia, cujo modelo teria demonstrado resultados positivos na integração do tema aos currículos escolares sem a necessidade de criação de nova disciplina.
Impacto jurídico e político da proposta
A iniciativa insere-se no debate contemporâneo sobre políticas públicas de educação, cidadania e proteção animal, ampliando o papel da escola como espaço de formação ética e social. Caso aprovada, a proposta poderá consolidar uma diretriz educacional voltada à cultura de respeito aos animais, com potencial impacto no comportamento social e na formulação de políticas públicas locais.







