Polícia investiga fraude com mandados de prisão falsos contra Lula e Alexandre de Moraes

COMPARTILHE A NOTÍCIA

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O fato: A Polícia Civil de Goiás deflagrou nesta quinta-feira (5) uma operação para apurar um esquema de fraudes cibernéticas que tentou inserir mandados de prisão falsos nos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Tribunal de Justiça de Goiás. As diligências fazem parte de um inquérito sobre manipulação de sistemas judiciais para registrar ordens de prisão contra autoridades brasileiras, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Como ocorreu: Segundo as investigações, hackers e fraudadores adulteraram dados no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP) e em processos eletrônicos do sistema Projudi do TJ-GO, inserindo documentos que simulavam decisões judiciais e mandados, com a tentativa de vincular, de forma indevida, ordens de prisão às autoridades.

A operação policial está sendo conduzida pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC) de Goiás, com apoio do Núcleo de Inteligência do TJ-GO e das polícias civis de Minas Gerais e do Distrito Federal. Mandados foram cumpridos nestes estados enquanto as apurações avançam.

Tentativas anteriores: Em janeiro, o CNJ já havia identificado alterações irregulares no BNMP envolvendo a troca de informações, como a substituição de CPFs de Lula e Moraes, em tentativas de fraudar a emissão dos mandados. Apesar disso, os mandados falsos nunca chegaram a ser emitidos de fato ou a ter validade jurídica.

Modo de acesso: O próprio CNJ afirmou que as modificações não ocorreram por invasão ou violação estrutural dos sistemas, mas por meio de uso indevido de credenciais de acesso comprometidas de usuários de tribunais, obtidas de forma irregular e utilizadas para alterar dados no banco de mandados.

Contexto histórico: Ataques aos sistemas judiciais não são inéditos no país, em 2023, o hacker Walter Delgatti Neto havia acessado ilegalmente o sistema do CNJ, inserindo documentos falsos e emitindo um mandado de prisão fake contra Alexandre de Moraes, em um caso ligado à ex-deputada Carla Zambelli, ambos posteriormente condenados pelo Supremo por crimes relacionados à fraude.

A investigação segue em andamento, com a polícia buscando identificar os envolvidos no caso atual e responsabilizá-los conforme a legislação brasileira.

COMPARTILHE A NOTÍCIA

PUBLICIDADE

Confira Também

Líder com folga em três cenários, Lula ancora o voto no Ceará

Nova pesquisa: Elmano lidera com a direita fragmentada e empata com Ciro em confronto direto

Série protagonistas: Romeu Aldigueri como fiador da estabilidade

A reorganização da direita e o estreito caminho até o centro

Luiz Pontes e o método do poder silencioso

Sombra ou fantasma: o que Cid Gomes realmente diz sobre Camilo deixar o MEC

Pesquisa Atlas: Lula não dispara, mas governa o tabuleiro; Veja os números

Como antecipado no Focus, Camilo sinaliza saída do MEC para liderar campanha contra Ciro; O que isso importa?

Deu no New York Times: A blindagem silenciosa das vacinas na velhice

Ibovespa rompe 166 mil e mercado compra a tese de virada política no Brasil

Ao lado de deputados evangélicos, Ciro assume candidatura ao Governo: “Vou cumprir minha obrigação”

Em dez pontos, Guimarães expõe o mapa de riscos do lulismo em ano pré-eleitoral

MAIS LIDAS DO DIA

Protesto de servidores da educação em Fortaleza leva governo a marcar mesa de negociação

VLT Aeroporto será inaugurado em Fortaleza e conectará terminal aéreo à Linha Nordeste do Metrô

Carnaval deve levar mais de 55 mil passageiros aos terminais rodoviários de Fortaleza

Polícia investiga fraude com mandados de prisão falsos contra Lula e Alexandre de Moraes

Ceará passa a integrar novo cabo submarino que amplia a capacidade e a velocidade da internet no Brasil

Aperto de mãos em negócios. Foto: Freepik

Empreendedorismo avança em Fortaleza com mais de 58 mil novas empresas abertas em 2025