
O fato: As exportações brasileiras para os Estados Unidos registraram nova queda em janeiro, totalizando US$ 2,4 bilhões, recuo de 25,5% em relação ao mesmo mês de 2025, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).
Impacto bilateral: As importações de produtos norte-americanos também caíram 10,9%, somando US$ 3,07 bilhões, gerando um déficit de US$ 670 milhões na balança comercial entre Brasil e EUA. A retração ocorre pelo sexto mês consecutivo desde a imposição de sobretaxas de 50% a produtos brasileiros, implementadas pelo governo de Donald Trump em agosto de 2025. Apesar da revisão parcial das tarifas no fim do ano passado, cerca de 22% das exportações brasileiras ainda estão sujeitas a alíquotas extras de 40% a 50%.
Comércio com outros parceiros: Diferente dos EUA, o comércio brasileiro com a China teve desempenho positivo. As exportações cresceram 17,4% em janeiro, atingindo US$ 6,47 bilhões, enquanto as importações caíram 4,9%, resultando em superávit de US$ 720 milhões.
O comércio com a União Europeia também registrou superávit de US$ 310 milhões, apesar da queda de 8,8% no fluxo total. Com a Argentina, o Brasil teve superávit de US$ 150 milhões, mesmo com retração de quase 20% nas transações bilaterais.
Contexto: Os dados refletem os efeitos das tarifas aplicadas pelos EUA, que continuam pressionando a competitividade das exportações brasileiras, enquanto outras parcerias comerciais apresentam desempenho mais favorável.






