
Li hoje o artigo, jornal O Povo (do Capitão Wagner) que tenta retratar o Ceará como um estado em colapso. Não é divergência de opinião — é um afastamento da realidade.
O texto substitui análise por retórica e ignora avanços concretos. O Ceará real é referência nacional em políticas públicas, lidera indicadores educacionais, especialmente na alfabetização, e construiu uma gestão reconhecida pela capacidade de planejar e executar. Na economia, avança com o Pecém, a ZPE, as energias renováveis e a economia digital. Isso não é narrativa. São resultados.
Na segurança pública, tenta-se tratar um problema nacional como fracasso local. O crime organizado é um desafio em todo o país. O Ceará, por sua vez, tem investido em inteligência, integração e tecnologia para enfrentá-lo. Tivemos uma redução de 40% no índice de homicídios (o melhor resultado dos últimos dez anos)
Na saúde, não há abandono — há ação. O estado amplia a rede hospitalar, fortalece o atendimento no interior, descentraliza serviços e investe na formação de profissionais. As filas estão sendo enfrentadas com mais leitos, cirurgias e reorganização da rede. Reduzimos em 50% o tempo de espera para diversos procedimentos em áreas como Oncologia e Neurologia.
Na educação, os resultados falam por si. O Ceará lidera, inova e serve de exemplo para o Brasil. Somos campeões na alfabetização na idade certa, temos os melhores resultados no ENEM e vamos iniciar as atividades do ITA – o primeiro fora de São Paulo.
Na economia, enquanto se fala em “corrosão”, o estado se consolida como polo estratégico, com base sólida para o futuro. Há seis anos crescemos acima da média nacional, reduzimos os índices de miséria em 30% e ampliamos o consumo médio das famílias.
O que se vê no artigo não é diagnóstico, mas uma narrativa política baseada em distorções. O Ceará não vive colapso. Vive um processo consistente de avanço. É a realidade que deve orientar o debate público.
Acrisio Sena
Presidente do Centec e historiador







