Peço a companhia do/a leitor/a para outra reflexão sobre os resultados da eleição estadual de 2026. Pensemos naqueles que, mesmo derrotados nas urnas, deverão influenciar os rumos do próximo governo de Elmano de Freitas e recompor a ALEECE e, quem sabe, mesmo a Câmara Federal.
A chapa vencedora contava com os seguintes partidos, em coligação: PSB, PDT, Podemos, Mobiliza, Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), Republicanos, PSD e MDB.
Não esqueçamos da REDE e do tal “apoio crítico” dado pelo PSOL, que elegeu dois deputados estaduais e viu Renato Roseno, mesmo não eleitoa, receber uma super votação (116.905 votos).
Na montagem do segundo governo do petista (que aguarda, por óbvio, o resultado da disputa presidencial), será levado em consideração o peso dos partidos no secretariado e na ALECE, o que deve mudar a configuração de forças ali. Há muitos aliados que não foram reeleitos, mas que já mostraram fidelidade ou importância na condução cotidiana dos trabalhos ali – ou, mesmo, que exercerão todo o seu poder de pressão para ver-se reconduzido a um mandato parlamentar.
Vejamos, então, um esboço desse trabalho a ser feito pelo governo.
Bem, a começar pelos partidos que estarão à frente do Abolição (PT e PSB), temos os seguintes suplentes nas vagas para a ALECE, a meu ver, importantes: pelo PT, Guilherme Sampaio, Nizo Costa, Eliana Estrela , Acrísio Sena e Julinho; pelo PSD, Tony Brito.
Na Federação liderada pelo PT, destaco o PV, com Walter Cavalcante.
No PSB de Cid Gomes, que tem já o maior número de eleitos (13), observo a questão mais complexa, dada a quantidade de nomes importantes à governabilidade: Salmito, Leonardo Pinheiro, Lucilvio Girão, Guiherme Bismarck, Antonio Granja e Tin Gomes. Será contemplado numa eventual reforma?
Por sua vez, a Federação PSOL-REDE tem o nome de Zuleide Fernandes.
O MDB, de Eunício Oliveira (cujo filho é o segundo suplente de Luizanne), temos dois nomes: Danniel Oliveira e Apóstolo Luiz Henrique.
No Republicanos, destaco os nomes de Márcio Martins e Fernando Hugo, dois nomes, digamos, nada “petistas”.
Quando olhamos para o quadro de suplentes para a Câmara Federal, alguns deverao ser contemplados em caso de vitória do presidente Lula. Vejamos abaixo.
Pelo PT, Larissa Gaspar, José Airton e Adelita Monteiro. Pelo PSD nõa há dúvida> alguma movimentação para acomodar Luiz Gastão.
Ainda pela Federação, nomes como Eduardo Bismarck e Inácio Arruda devem ser contemplados em algum momento, para assumirem mandato.
No MDB, nenhum nome salta aos olhos como de grande destaque. Ronaldo Martins, por sua vez, deve ver o Republicanos em algma movimentação para vê-lo como federal.
O PSB teve movimentar-se em prol de Roger Aguiar e Denis Bezerra.
Como se vê, hpa muitos nomes a serem contemplados. Uma verdadeira acobracia.
Governos, contudo, são mestres nessa arte. O Estado é muito amplo; nada que dezenas de secretarias, e vagas em empresas públicas, não resolva.







