
Por Fábio Campos
fabiocampos@focuspoder.com.br
No calor dos 3 a 0, o PT uníssono bradou que Lula é candidato. É parte da guerra. Serve como dever de solidariedade ao líder. Serve para manter a tropa em estado de alerta. Com o passar dos dias, a condenação reafirmada se agregará ao cotidiano modorrento de lulistas e anti-lulistas. Mais ainda da maioria silenciosa que tem mais o que fazer.
Lembrem-se: há outras cinco ações contra Lula. A seguinte, que entra na pauta em breve, é a do sítio de Atibaia. No TRF-4, o advogado de defesa argumentou que Lula nem sequer havia dormido no apartamento do Guarujá. O que dizer sobre o sítio que por mais de uma centena de noites abrigou o sono de Lula e de sua família? Pois é.
Lula candidato? Isso pode até servir como ato de protesto, porém, não serve para as necessidades político-eleitorais do partido. Para sobreviver, o PT precisa é de votos, precisa eleger bancadas, precisa eleger e reeleger seus governadores. Portanto, precisa de alianças.
Com Lula candidato do protesto teimoso, o PT não constrói alianças. Se isola. Ciro Gomes (PDT) esfrega as mãos. Há tempos fez uma aposta: o PT vai cair em seu colo. Olha, está bem perto. Fora disso, restará a pulverização da esquerda em várias candidaturas.
Não deixaria de ser a doce, porém inútil, vingança de Ciro contra Lula que, um dia, o convenceu a transferir seu título de eleitor para São Paulo com a promessa de que teria o apoio do PT na disputa pelo Governo. Qual nada. Foi humilhante.
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