
O cientista político e articulista do Focus Poder, Emanuel Freitas, durante o último Focus Colloquium, lembrou que o candidato à prefeitura de Fortaleza André Fernandes (PL) não investiu em impulsionamento nas suas redes sociais, enquanto que o atual prefeito Sarto (PDT) investiu 250 mil reais somente na primeira semana. “André não gastou porque talvez não precise”, enfatizou.
“Isso porque a gramática da campanha não é mais a TV e, sim, as redes sociais, onde os candidatos lutam por mais curtidas, compartilhamentos etc. André mesmo é um dos que tem mais popularidade em todas as capitais, mas não na TV, e sim no meio digital”, exemplificou.
“O curioso, no entanto, é que durante os três debates que foram realizados você consegue entender a performance dos candidatos que, por sua vez, não criam conteúdo para a TV, mas, sim, para viralizar com vídeos curtos de 30 segundos”, explicou, citando, como exemplo, os memes e o óculos escuro de Sarto.
“Essa lógica faz com que os candidatos façam entretenimento. E desde os anos 1980 discutimos como a política tem sido capturada por marketing e publicidade”, explicou. “De fato, tivemos envolvimento de mais pessoas na última década, mas isso não representa um interesse sério. É cada vez mais entretenimento”, justificou.
“A intriga entretém e, cada vez menos, a política vai ser lugar de acordo, de representação e busca de um futuro melhor para a população. Não vai ser um lugar de contornos aos conflitos e tradições. Será um local de radicalização”, lamentou.
Confira o Focus Colloquium completo:
André Fernandes e os contornos do bolsonarismo na eleição de Fortaleza; Por Emanuel Freitas







