
A Paz é fundamental para que as crianças brinquem, aprendam, joguem, tenham fé e esperança no futuro. É também fator demarcador da escolha para os locais que receberão investimentos privados que, por sua vez, são importantes para promover a geração de emprego e renda, tão reforçadora dessa mesma paz no futuro. É ainda garantidora do lazer e ocupação dos espaços públicos, dando à população a possibilidade de encontros múltiplos e sentimento de pertença à cidade.
Por tudo isso, acredito que as propostas para desconstruir os mecanismos da violência promovida sobretudo pelo crime organizado, no Ceará, devam ser prioridade. Acredito que, para isso, é necessário investir em qualidade de vida para toda a população. Justiça Social e Redistribuição de Renda são essenciais para que nossos jovens não enxerguem a vida no crime como mais atraente que a vida de todos em sua comunidade. Ora, ao falar dessa necessidade não me atenho apenas à competência do Governo Federal para fazê-lo. Chamo, sobretudo, a atenção para a função das cidades no século XXI, hegemonicamente reconhecido como o período de maior intensificação de agrupamentos urbanos.
Dentro desta perspectiva, qual o papel dos prefeitos nessa redistribuição de renda e equidade social? É sobretudo importante entendermos que cabe aos municípios atender às necessidades primeiras das comunidades em situação de vulnerabilidade: pré-natal, assistência adequada ao parto, atenção primária satisfatória à mãe e à criança em seu primeiro ano de vida, provimento de creches, espaços de lazer adequados a todos, mecanismos de inclusão de pessoas com deficiência em todas as esferas da vida social, atenção adequada ao idoso, suporte do Estado à estrutura familiar, moradia adequada, saneamento (coleta de resíduos, águas da chuva e esgotos) que promova a saúde e não o adoecimento dos indivíduos… São muitos os pontos por meio dos quais as prefeituras podem investir na qualidade de vida e construção da paz social necessária à esperança e ao futuro.






