
O Banco Pine encerrou 2025 com um desempenho que reforça sua ascensão no mercado financeiro brasileiro: lucro líquido recorde de R$ 443,6 milhões, o maior de sua história. O resultado consolida o banco como um dos destaques entre as instituições de médio porte, combinando crescimento acelerado, rentabilidade elevada e disciplina operacional, fatores que vêm ampliando a credibilidade da instituição junto a investidores e analistas.
No domingo, o jornal Valor noticiou que o Pine estuda fazer uma oferta subsequente de ações (follow-on) e engajou BTG e Itaú para a transação.
A instituição foi fundada pelo banqueiro cearense Noberto Pinheiro, 74 anos, que atualmente ocupa o cargo de presidente do Conselho de Administração do banco. A presença da família na gestão permanece forte: dois de seus três filhos exercem funções executivas (Noberto Pinheiro Junior e Rodrigo Esteves Pinheiro) reforçando a continuidade do comando e a estratégia de longo prazo do grupo.
Noberto Pinheiro é herdeiro de uma tradição bancária relevante no país. Ele é filho de Jaime Pinheiro, fundador do Banco BMC, criado em Fortaleza e que se tornou referência nacional no crédito consignado antes de ser vendido ao Bradesco em 2007. Noberto levou essa experiência familiar para um projeto próprio e estruturado: o Banco Pine, fundado em 1997, em São Paulo, com foco no segmento corporativo, crédito estruturado e operações de mercado.
Ao longo das últimas décadas, o Pine construiu reputação no setor e avançou em etapas importantes de profissionalização e governança. Um marco dessa trajetória ocorreu em 2007, quando o banco entrou para a história ao se tornar o primeiro banco médio a abrir capital na bolsa brasileira, movimento interpretado pelo mercado como sinal de transparência e maturidade institucional.
O lucro recorde de 2025 reflete uma estratégia bem executada. O banco ampliou de forma significativa sua carteira de crédito, priorizando operações de maior retorno e mantendo foco em qualidade. Em um ambiente no qual bancos médios frequentemente enfrentam o risco de crescimento desordenado, o Pine se destacou por avançar com prudência, reforçando a percepção de que os resultados não foram fruto de uma expansão arriscada, mas de uma gestão criteriosa e consistente.
O desempenho do quarto trimestre consolidou a leitura positiva. O lucro expressivo no período foi visto como confirmação de que o banco atingiu um novo patamar operacional e de eficiência, afastando a ideia de que o resultado anual tenha sido apenas pontual. Analistas apontam que a consistência ao longo do ano reforça a confiança na estratégia e na capacidade de execução da instituição.
Um dos principais destaques do balanço foi o avanço do retorno sobre o patrimônio (ROE), indicador central para medir eficiência e rentabilidade bancária. O patamar elevado alcançado pelo Pine em 2025 colocou o banco entre os mais rentáveis do setor, ampliando sua atratividade no mercado e reforçando o reconhecimento de sua gestão.
Outro fator que fortaleceu o resultado foi a evolução do funding. A capacidade de captar recursos em condições competitivas é um desafio histórico para bancos médios, e o Pine demonstrou avanço nesse aspecto ao fortalecer liquidez e reduzir custo de captação, aumentando sua flexibilidade para sustentar crescimento com segurança.
A estrutura de governança também é apontada como um dos diferenciais do banco. Desde a fundação, o economista e ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega integra o Conselho de Administração do Pine, presença considerada relevante por conferir peso institucional, visão estratégica e credibilidade ao banco ao longo de sua trajetória.
Com o resultado, o mercado entendeu que o Banco Pine consolida uma virada relevante e passa a ser visto como instituição de médio porte com desempenho de protagonista, sustentado por uma gestão reconhecida, pela continuidade familiar no comando e por uma estratégia que combina ousadia com disciplina.







